O presidente da Argentina, Javier Milei, reforçou seu apoio ao candidato colombiano Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria) na segunda volta das eleições presidenciais contra o esquerdista Iván Cepeda, do Pacto Histórico. Por meio de sua conta no X, Milei revelou ter conversado por telefone com o candidato e destacou que “este é o momento de Colômbia”.

De la Espriella, conhecido como o “Milei colombiano”, liderou a primeira volta com cerca de 43,7% dos votos, à frente de Cepeda (cerca de 40,9%). O ballotage ocorre em 21 de junho de 2026 para definir o sucessor de Gustavo Petro.

DECLARAÇÕES DE MILEI E AGENDA PROPOSTA

Milei foi direto ao defender as prioridades para uma eventual vitória de De la Espriella: “mais liberdade econômica, mais segurança, mais comércio e zero tolerância com o crime organizado transnacional e o narcotráfico”. O argentino enfatizou que a eleição definirá se a Colômbia segue o caminho do “crescimento econômico e prosperidade” ou persiste no “comunismo empobrecedor”.

As forças da liberdade na região estamos olhando e apoiando”, completou Milei, alinhando o pleito colombiano à onda de governos de direita/libertários na América Latina, incluindo seu próprio mandato e o de figuras como Donald Trump e Nayib Bukele.

PERFIL DE ABELARDO DE LA ESPRIELLA

Advogado penalista, empresário e outsider da política tradicional, De la Espriella construiu uma campanha com discurso de mão dura contra o crime, redução do Estado, desregulação e defesa de valores conservadores. Sua ascensão surpreendeu analistas e fragmentou ainda mais a direita colombiana, concentrando votos antiesquerda. Ele é admirador declarado de Milei, Trump e Bukele.

Iván Cepeda, por sua vez, representa a continuidade do projeto de esquerda de Petro, com ênfase em reformas sociais, paz total e críticas ao modelo neoliberal.

IMPACTO REGIONAL E VISÃO CONSERVADORA

Para a direita latino-americana, o apoio explícito de Milei reforça a narrativa de uma frente regional contra o socialismo do século XXI. Uma vitória de De la Espriella seria vista como avanço da liberdade econômica e da segurança, contrastando com os desafios enfrentados por governos de esquerda na região, como inflação, insegurança e dependência de modelos estatizantes.

O pleito colombiano ganha contornos de referendo sobre o rumo da Colômbia após os anos Petro, com forte polarização entre as propostas liberal-conservadora e progressista.