JANONES REVELA QUE “MARIANA” É UCRANIANA DE MARIUPOL E ADMITE QUE NÃO HÁ LIGAÇÃO COM FLÁVIO
Após dias de hashtag #QuemEMarianaFlavio, deputado esclarece que se trata de Mariana Vishegirskaya e afirma que ela não participou de festas de Vorcaro nem encontrou o candidato do PL
O deputado federal André Janones (Rede-MG) revelou detalhes da história de “Mariana”, após passar os últimos dias levantando dúvidas sobre a suposta relação entre a mulher e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
O parlamentar, por meio de seu canal de WhatsApp “Exército do Lula”, incentivou seguidores a utilizarem a hashtag #QuemEMarianaFlavio e prometeu fazer revelações sobre o caso durante o debate da TV Globo, realizado nessa sexta-feira (23/10).
Na madrugada deste sábado (24/10), Janones fez uma publicação nas redes sociais na qual esclarece a história. Segundo ele, trata-se de Mariana Vishegirskaya, uma jovem ucraniana que foi fotografada fugindo de um bombardeio em uma maternidade de Mariupol, enquanto estava grávida, em 2022. A história da mulher foi contada por diversos veículos jornalísticos.
Janones afirmou que a vulnerabilidade à qual mulheres ficam expostas em conflitos armados se transformou em “oportunidade de negócio” no Brasil. Ele cita suspeitas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o suposto financiamento de uma rede internacional de prostituição que recrutava mulheres estrangeiras, incluindo refugiadas da guerra da Ucrânia. As vítimas seriam contratadas para encontros privados “com homens ricos e poderosos”, diz o texto do deputado. Ele frisou, porém, que Mariana não participou das “festas de Vorcaro”.
“Não há nenhuma informação que a relacione às festas de Vorcaro ou a encontros com Flávio”, pontua a publicação. “Mas Mariana nos ajuda a compreender de onde vêm essas refugiadas. O que perderam. Do que fugiram. E por que a promessa de proteção, trabalho ou segurança pode se tornar uma armadilha”, prossegue.
Conservadores observam que a “revelação” de Janones desmonta a própria narrativa que ele alimentou por dias com a hashtag. Após prometer bomba no debate e associar o nome a Flávio, o deputado admitiu publicamente a inexistência de qualquer vínculo, transformando o episódio em mais um exemplo de ataque sem prova na reta final da campanha petista.

