A possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal ganhou força diante da crise envolvendo o Banco Master, a Polícia Federal e as acusações de resistência da Corte a investigações internas. Durante o GloboNews Radar, a jornalista Malu Gaspar afirmou que, se o Supremo continuar impedindo apurações contra seus próprios integrantes, a consequência poderá ser uma pressão maior do Congresso pela responsabilização política de ministros.

Os conteúdos publicados nas redes sociais também apontam Davi Alcolumbre como peça central do impasse. Vídeos de comentaristas e parlamentares afirmam que o presidente do Senado terá dificuldade para segurar os pedidos de impeachment e cobram transparência na análise das representações. Levantamento divulgado pela Folha mostra que já existem 109 solicitações aguardando decisão no Senado, enquanto 34% dos eleitores dizem ter mais chance de votar em candidatos que defendam o impeachment de ministros do STF.

A crise ainda inclui denúncias, não comprovadas, de pressão sobre delegados para evitar investigações contra Alexandre de Moraes e avaliações políticas de que Lula teria se reaproximado do ministro para construir uma narrativa contra André Mendonça e Flávio Bolsonaro. O quadro revela uma ruptura entre instituições: de um lado, ministros defendem a autonomia do Supremo; de outro, Congresso e oposição afirmam que nenhum integrante da Corte pode se tornar intocável. A abertura de um processo depende do Senado, mas a pressão pública tornou o tema cada vez mais difícil de ignorar.