O governo brasileiro considera que a interferência dos Estados Unidos nas eleições já está em curso e pode ser ampliada até o segundo turno, segundo o analista de política da CNN Caio Junqueira. A apuração aponta quatro frentes acompanhadas pelo Palácio do Planalto, todas com foco na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).Senador Flávio Bolsonaro

Segundo Junqueira, a primeira frente é a pressão política direta de Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio, no modelo visto em Honduras e na Colômbia. A segunda é o impulsionamento de perfis pró-Flávio a partir dos EUA, suspeita compartilhada pelo PT e por Renan Santos (Missão). A terceira é o suposto financiamento pelo Rockbridge Network, fundo fundado em 2019 com participação de J.D. Vance e alvo de denúncia do PT no STF. A quarta são encontros de autoridades americanas com influenciadores de direita no consulado em São Paulo. A campanha de Flávio nega as acusações de impulsionamento e de financiamento estrangeiro.Presidente Donald Trump

Na leitura da direita, o Planalto transforma alinhamento ideológico natural entre bolsonarismo e trumpismo em narrativa de “interferência” para judicializar a campanha e asfixar Flávio no STF. Junqueira distingue apoio político de crime eleitoral; o PT, porém, já protocolou pedido de inquérito e trata a tese como fato consumado sem prova pública de repasse.Palácio do Planalto