EUA PODE REINCLUIR MORAES NA MAGNITSKY, MAS PGR TENTA BLINDAR MORAES.
Procurador-Geral da República pede arquivamento de processo que protegia o ministro de sanções dos EUA, enquanto Supremo mantém ação em "banho-maria" para evitar nova ofensiva de Donald Trump.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, solicitou formalmente nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, o encerramento de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que visava proteger o ministro Alexandre de Moraes de sanções internacionais. A ação original foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, com o intuito de impedir que bancos operando no Brasil aplicassem punições previstas na Lei Magnitsky, dos Estados Unidos, contra o magistrado. Gonet argumenta que o processo perdeu o objeto após Donald Trump retirar temporariamente as sanções, mas a movimentação é lida como parte de uma estratégia de blindagem institucional. Até o momento não há confirmação oficial desta informação sobre o arquivamento definitivo pelo STF.
A ARTICULAÇÃO ENTRE PGR, SUPREMO E O PLANALTO
A sincronia entre a PGR, o STF e a liderança do governo Lula evidencia um esforço conjunto para resguardar membros da Suprema Corte de pressões externas. De acordo com informações do portal Metrópoles divulgadas em 19 de março de 2026, o parecer de Paulo Gonet destaca que a iniciativa de Lindbergh Farias buscava "resguardar a integridade institucional" de Moraes. O ministro Cristiano Zanin, relator da matéria e ex-advogado de Lula, é quem decidirá o futuro da ação. Essa proximidade entre os poderes reforça as críticas da ala conservadora sobre a perda de isenção da Procuradoria e o aparelhamento das instituições para proteger aliados políticos.

O FATOR TRUMP E A LEI MAGNITSKY
A retirada das sanções contra Moraes e sua esposa em dezembro de 2025 foi vista como um movimento pragmático de Donald Trump para negociar com o governo Lula, deixando de lado o apoio imediato a Jair Bolsonaro. No entanto, analistas políticos apontam que a instabilidade de Trump pode levar ao retorno das punições a qualquer momento. Conforme debatido no programa Metrópoles, o STF deve manter o processo "aceso" ou "em banho-maria", ignorando o pedido de Gonet para não perder o instrumento jurídico de defesa caso Trump mude de ideia e volte a sancionar autoridades brasileiras por abusos judiciais.

VETO A ENCONTRO COM BOLSONARO GERA TENSÃO
O alinhamento entre o Judiciário e o Executivo ficou ainda mais explícito com o veto à visita de um secretário de Estado norte-americano a Jair Bolsonaro. O encontro foi negado tanto pelo ministro Alexandre de Moraes quanto pelo presidente Lula. Para comentaristas políticos, esse cerceamento demonstra o receio das instituições brasileiras frente à crescente influência da direita internacional. Enquanto o governo PT tenta manter a governabilidade através de concessões diplomáticas, o STF atua como uma barreira jurídica para impedir o reestabelecimento de pontes entre a oposição brasileira e o governo dos Estados Unidos.
Limite diário atingido
Você atingiu seu limite diário de três notícias, faça seu cadastro para ver mais notícias.


