Gilmar Mendes recebeu em casa, antes do primeiro turno, o deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, e na terça-feira, 6 de outubro, dois dias depois da eleição, arquivou a investigação de estupro aberta a partir de representação de Lindbergh Farias e da senadora Soraya Thronicke.

A acusação dos parlamentares dizia que Gaspar teria mantido relação com uma menina de 13 anos e que dessa relação teria nascido uma filha hoje com 8 anos, Gaspar negou desde o início e pediu ao Supremo que acelerasse o exame de DNA, e a PGR pediu o arquivamento por falta de provas e contradição nos depoimentos, no que Gilmar escreveu que prints, áudios, e-mail e telefone não se confirmaram entre si nem acharam respaldo fora do que os denunciantes apresentaram.

O ministro disse a interlocutores que arquivou na terça porque o parecer da PGR chegou na segunda e que seguiu o rito, independentemente do resultado da urna, e a leitura bolsonarista foi a de um gesto ao grupo, enquanto ele responde que conversa com todos os lados e que já recebeu Michelle Bolsonaro duas vezes para tratar da situação jurídica de Jair Bolsonaro.