A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal já tem maioria para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam votos acompanhando o relator, André Mendonça, e com isso foram atingidos os três votos necessários no colegiado de cinco membros.

O julgamento virtual extraordinário, porém, foi interrompido pelo pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Com a suspensão da sessão, a conclusão do referendo ficou adiada, mas a liminar individual de Mendonça — que determinou o afastamento imediato da cúpula da PF e suspendeu a produção de relatórios sobre a atuação de magistrados e defensores públicos — continua em vigor.

O embate na Corte veio depois que Mendonça retirou o sigilo de relatório da PF com diálogos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e após Alexandre de Moraes divulgar relatórios de inteligência que citavam autoridades. Nesta terça-feira (8/9), a maioria formada na Segunda Turma aponta para a manutenção do afastamento, enquanto o pedido de vista de Gilmar Mendes trava o encerramento do julgamento.