GILMAR MANTÉM O SIGILO ABERTO DA EX-ASSESSORA E O VOTO DA DIREITA NÃO VIROU
Gilmar Mendes negou o pedido da ex-assessora Danielle da Nóbrega e manteve a quebra dos sigilos bancário e fiscal dela na ação de improbidade sobre as rachadinhas da Alerj que citam o antigo gabinete de Flávio Bolsonaro, e o primeiro turno já mostrou que o caso não virou o voto da direita, com Flávio em 47,03% e Lula em 45,16%
Gilmar Mendes negou o pedido da ex-assessora Danielle da Nóbrega e manteve a quebra dos sigilos bancário e fiscal dela na ação de improbidade que apura as chamadas rachadinhas no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio, e a decisão, de 29 de setembro, voltou a circular no segundo turno como se o Supremo tivesse achado a peça capaz de virar o voto da direita, o que o primeiro turno já desmentiu.
A quebra foi autorizada em 6 de maio pelo juiz Ricardo Cyfer, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Rio, só no período em que Danielle teve cargo comissionado, e Gilmar rejeitou a reclamação dela ao dizer que a medida não depende só de um relatório do Coaf, porque haveria dados funcionais e financeiros da Alerj e mensagens do celular dela obtidas na Operação Intocáveis, com a Assembleia registrando que ela recebeu R$ 846,2 mil brutos entre setembro de 2007 e dezembro de 2018, num inquérito que mira suspeita de salários sem serviço e de repasses a Fabrício Queiroz.
O calendário explica o uso da decisão agora, porque Flávio fechou o primeiro turno com 47,03% e Lula com 45,16%, a diferença foi de 2,22 milhões de votos, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro, de modo que reabrir o sigilo de uma ex-assessora, casada com o miliciano Adriano da Nóbrega, morto na Bahia, não tira do eleitor de direita o voto que já foi para a urna no domingo, nem muda a conta que União Brasil e PP discutem nesta terça a favor do senador.

