O deputado federal eleito por São Paulo Gil Diniz, conhecido como carteiro reaça, escreveu nesta segunda que o bolsonarismo arrasou no Senado e que a eleição de ontem teria entregue cerca de dois terços da Casa a favor de derrubar quem, nas palavras dele, cometeu abusos contra o povo brasileiro, e fechou o texto pedindo voto em Flávio Bolsonaro, número 22, no segundo turno de 25 de outubro.

A conta que os jornais publicaram nesta segunda fica aquém desse dois terços, porque tirar um ministro do Supremo exige o voto de 54 dos 81 senadores, a coluna de Malu Gaspar no Globo chegou a 49 nomes que defendem publicamente o impeachment, 32 deles entre os 54 eleitos neste domingo, e o SBT News contou 45 senadores alinhados ao bolsonarismo, nove abaixo da linha, enquanto o próprio PL salta de 15 para 28 cadeiras, segundo O Globo.

Lauro Jardim registrou que 43 das 54 cadeiras renovadas ficaram com candidatos que ele classifica como direita ou centro-direita, entre eles Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Bia Kicis, Carol de Toni, Deltan Dallagnol e Carlos Portinho, e 11 com a esquerda, o que muda o Senado a partir de 2027 e deixa o impeachment mais perto do que em qualquer legislatura recente, sem que as contas já publicadas entreguem, sozinhas, os 54 votos que retiram um ministro do cargo.