Luiz Fux determinou nesta quinta-feira, 8 de outubro, que a Secretaria Judiciária libere ao gabinete dele, em até 48 horas, os inquéritos relatados por Alexandre de Moraes sobre fake news, o plano de golpe e a milícia digital.

O acesso foi pedido numa ação do PP, protocolada em abril de 2024 e assinada por Paulo Cunha Bueno, advogado de Jair Bolsonaro, que pede a nulidade de todos os atos e de todas as provas produzidas sob a relatoria de Moraes, e Fux escreveu que negar o acesso seria tirar do controle do Supremo os processos da própria Corte, porque se a defesa já vê os documentos o ministro que vai julgar a constitucionalidade do procedimento não pode saber menos do que as partes.

A Folha registrou que ele vai examinar se a Operação Tempus Veritatis nasceu como investigação autônoma disfarçada de petição e se o inquérito do golpe foi puxado dos inquéritos das fake news e da milícia digital, num processo que já soma mais de 3.700 lançamentos, e a CNN anotou que uma decisão nesse caminho pode anular as condenações de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.