O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, apresentou seu plano de governo com forte ênfase no combate ao crime organizado. Em live e no documento protocolado, o senador detalhou o eixo batizado de “Brasil sem Medo”, que prevê endurecimento da legislação penal, classificação de facções criminosas como organizações terroristas e ampliação da estrutura prisional.

O COMBATE À IMPUNIDADE E ÀS FACÇÕES

Flávio Bolsonaro afirmou que um eventual governo classificará o PCC, o Comando Vermelho, milícias e outras facções com o mesmo modus operandi como organizações terroristas ou narcoterroristas. A medida permitiria ações mais rigorosas de bloqueio de ativos, combate à lavagem de dinheiro e integração das forças de segurança. O candidato criticou a postura do governo Lula, que, segundo ele, não enfrentou com a devida firmeza o crime organizado e chegou a posições divergentes sobre a classificação internacional dessas grupos.

AS PROPOSTAS CONCRETAS

Entre as principais medidas anunciadas estão:

  • Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com responsabilização a partir dos 14 anos para crimes graves (estupro, tráfico, tortura e assassinato);
  • Construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo de El Salvador;
  • Meta de criar 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos;
  • Reforço da fiscalização de fronteiras e portos para coibir entrada de fuzis e drogas;
  • Castração química para condenados por estupro e abuso de crianças;
  • Fim da progressão de regime para crimes hediondos.

O PAPEL DO VICE ALFREDO GASPAR

O candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, promotor de Justiça por 24 anos e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, participou do anúncio. Ele destacou o combate à impunidade e a necessidade de mudar a postura do governo federal diante da criminalidade. A experiência de Gaspar na área de segurança foi apresentada como reforço técnico às propostas de endurecimento.

O CONTRASTE COM O GOVERNO LULA

Para a base bolsonarista e setores da direita, o plano representa a antítese da política de segurança do atual governo. Enquanto Flávio propõe declarar guerra às facções e isolar líderes em presídios de segurança máxima, o governo Lula é acusado de omissão e de não priorizar o enfrentamento ao crime organizado. O documento também prevê maior integração entre forças policiais, uso de tecnologia e retomada de territórios dominados por criminosos.

O lançamento do plano de governo marca a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como a principal alternativa da direita nas eleições de 2026, com foco em segurança pública, um dos temas de maior preocupação do eleitorado.