O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou o plano “Brasil Sem Medo”, conjunto de propostas para enfrentar o crime organizado, o tráfico e a sensação de insegurança que assola o país. O documento, com 12 eixos principais, mira facções como PCC e CV, classificadas como grupos narcoterroristas.

PRINCIPAIS EIXOS DO PLANO

Entre as medidas destacam-se: construção de novos presídios de segurança máxima com isolamento de lideranças; blindagem de fronteiras com presença permanente das Forças Armadas; tolerância zero ao feminicídio com tornozeleira imediata; castração química voluntária para abusadores; fim do auxílio-presidiário com recursos redirecionados às vítimas; e guerra ao roubo de celulares com penas quadruplicadas.

O plano também prevê redução da maioridade penal para crimes hediondos, 1 milhão de câmeras com reconhecimento facial e aumento do orçamento federal em segurança pública.

CRÍTICA AO MODELO ATUAL

Flávio Bolsonaro e aliados argumentam que o atual sistema falhou ao permitir que o crime organizado avance para o mercado formal via fintechs e “colarinhos brancos”. A proposta prioriza proteção às vítimas e endurecimento contra criminosos, em oposição à visão progressista de “direitos humanos” que, na prática, beneficia bandidos.

DESAFIOS E REPERCUSSÃO

Parte das medidas depende de aprovação no Congresso e pode enfrentar resistência da esquerda e questionamentos no Judiciário. Para a base bolsonarista, o plano representa a mudança necessária para devolver segurança ao cidadão comum e retomar o Brasil do caminho da impunidade.