O cenário político da América do Sul sofreu uma mudança de eixo definitiva nesta semana. Enquanto o Palácio do Planalto confirmava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de comparecer à posse de José Antonio Kast no Chile, o senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupava o vácuo de liderança, sendo recebido com honras de estadista em Santiago. A decisão de Lula de enviar uma representação de baixo escalão, em vez de encarar a nova realidade de uma vizinhança que rejeita o socialismo, foi classificada por aliados e opositores como um ato de covardia política e uma demonstração de que o atual governo brasileiro não possui mais musculatura para liderar o continente.

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