O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu o tom contra o sistema judiciário ao acusar formalmente o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de agir deliberadamente para tornar seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, inelegível. Em entrevista recente à CNN Brasil, o parlamentar afirmou que o magistrado estaria articulando politicamente para inviabilizar a carreira pública de Eduardo, que atualmente reside nos Estados Unidos e planeja disputar uma vaga no Senado como suplente de André do Prado. De acordo com o conteúdo, Flávio defende que Moraes deveria se declarar impedido de atuar em processos que envolvam seu irmão, uma vez que o ministro é o relator de uma ação que investiga suposta coação em um processo derivado das investigações sobre a trama golpista. O pano de fundo jurídico é complexo, pois Eduardo Bolsonaro já teve seu mandato cassado por excesso de faltas na Câmara dos Deputados e agora enfrenta acusações da PGR (Procuradoria-Geral da República), que alega pressão contra autoridades brasileiras em busca de retaliações internacionais durante julgamentos no Brasil. No campo político, Flávio Bolsonaro, que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República pelo PL, aproveitou a oportunidade para reforçar sua agenda em Santa Catarina ao lado do governador Jorginho Mello. Ele enfatizou que a Suprema Corte precisa urgentemente voltar a respeitar a Constituição Federal para garantir o equilíbrio entre os poderes. Para o eleitor conservador, essa denúncia é mais um capítulo da percepção de perseguição implacável contra a família Bolsonaro e seus aliados. A manutenção de Alexandre de Moraes à frente de inquéritos tão sensíveis, mesmo sob suspeição da defesa, sinaliza um avanço perigoso do ativismo judicial sobre as prerrogativas políticas, ferindo o direito fundamental de representação e consolidando o que muitos chamam de cerceamento das liberdades democráticas da direita brasileira.