O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, ampliou a ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes no ato de 7 de Setembro, mas sua campanha teme que o endurecimento afaste parte do eleitorado ainda indeciso, segundo reportagem de O Globo. A avaliação interna é que o confronto ajuda a manter mobilizada a base bolsonarista, ao mesmo tempo em que Flávio precisa avançar sobre contingentes sem candidato definido — 15% em Minas Gerais, 12% em São Paulo e 9% no Rio de Janeiro, nas rodadas mais recentes da Quaest citadas pelo jornal.

Na Avenida Paulista, conforme O Globo, Flávio chamou Moraes de responsável por uma “ditadura”, afirmou que o ministro “vai cair”, disse que quem vota em Lula vota em Alexandre de Moraes e prometeu indicar cinco ministros ao Supremo. Na mesma fala, porém, distinguiu o ministro da Corte: “Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes. Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes.”

Ainda segundo O Globo, a orientação da campanha é manter Moraes como alvo central sem transformar a crítica em contestação generalizada ao Supremo. O coordenador Rogério Marinho (PL-RN) procurou o ministro Gilmar Mendes para preservar interlocução, enquanto críticas mais duras foram terceirizadas a aliados como o pastor Silas Malafaia, que voltou a chamar Moraes de “ditador da toga”.