SARGENTO FAHUR IRONIZA PT E DEFENDE CLASSIFICAÇÃO DE FACÇÕES COMO TERRORISTAS PELOS EUA
Deputado detona narrativa de "soberania" da esquerda e afirma que comemoraria intervenção americana para prender chefes do crime organizado no Brasil
O deputado federal Sargento Fahur (PSD-PR) protagonizou um embate acalorado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) nesta semana de março de 2026. Em resposta a parlamentares do PT que criticaram a decisão unilateral dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, Fahur ironizou a preocupação da esquerda com a "soberania nacional". Segundo o deputado, o governo atual demonstra incapacidade e falta de vontade política para enfrentar o crime organizado, agindo, na prática, para "proteger" essas facções ao barrar auxílio externo.
Fahur rebateu os argumentos de que a medida americana fere a soberania brasileira, citando episódios onde cidadãos comuns e agentes de segurança são metralhados ao entrar por engano em favelas dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro. "Cadê a soberania quando um Uber erra o caminho e é metralhado? A preocupação da soberania da esquerda é a Venezuela e o Irã. Vamos cuidar do nosso terreno primeiro", disparou o parlamentar. Ele ressaltou que os EUA já financiam historicamente o combate ao narcotráfico no Brasil com verbas e equipamentos, como lanchas potentes.
INTERVENÇÃO AMERICANA E PRENDER FACCCIONADOS
Uma das declarações mais contundentes de Fahur foi a de que não se oporia a uma ação direta dos Estados Unidos em solo brasileiro para capturar líderes criminosos. O deputado afirmou que, se os americanos realizassem uma operação semelhante à que mirou Nicolás Maduro para levar "15 ou 20 faccionados algemados", ele comemoraria o dia inteiro. Para Fahur, a classificação como terrorismo é um direito soberano dos EUA para proteger seus próprios interesses e o povo americano contra as ramificações internacionais do crime organizado brasileiro.
EMBATE SOBRE A BASE DE ALCÂNTARA E O GOVERNO BOLSONARO
O debate também resvalou para questões estratégicas de defesa, com deputados da base governista tentando responsabilizar o governo Jair Bolsonaro por acordos militares considerados "desvantajosos" para o Brasil, como o uso da Base de Alcântara. Um parlamentar do PT argumentou que as restrições de acesso de brasileiros a determinadas áreas da base foram assinadas na gestão anterior. Fahur, por sua vez, manteve o foco na segurança pública, acusando a esquerda de usar temas de geopolítica para desviar a atenção da crise de segurança interna que assola o país em 2026.
GEOPOLÍTICA: IRÃ, BOMBA ATÔMICA E PETRÓLEO
Sargento Fahur também comentou a tensão global envolvendo o Irã e o programa nuclear daquele país. Ele defendeu o alinhamento do Brasil com os Estados Unidos e Israel, argumentando que é o "lado certo da história". O deputado expressou preocupação com a possibilidade de o governo iraniano desenvolver armamento nuclear, o que colocaria em risco a estabilidade mundial e o fornecimento de energia, dado que o Irã ameaça fechar canais por onde passa uma fatia significativa do petróleo e gás do mundo.
O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
A classificação das facções brasileiras como organizações terroristas pelo governo americano deve gerar novas rodadas de tensão diplomática entre Brasília e Washington. Enquanto o governo Lula tenta manter uma postura de neutralidade e defesa da soberania, a oposição liderada por figuras como Fahur pretende utilizar essa chancela internacional para pressionar por leis mais rígidas no Congresso Nacional. A expectativa é que novos requerimentos de convocação de ministros da Defesa e da Justiça sejam apresentados para explicar as diretrizes de cooperação internacional no combate ao crime transnacional.
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