Edson Fachin indicou a Kassio Nunes Marques que a revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro precisa ser discutida no plenário do Supremo, e não em uma turma, informação que Ana Flor publicou nesta quarta, 7 de outubro, com pessoas próximas aos dois ministros.

Nunes Marques, indicado por Bolsonaro e relator do pedido da defesa, sinalizou que quer andar com o processo logo depois do segundo turno, no fim de outubro, e Fachin tem dito a interlocutores que não demoraria a pautar o tema quando fosse instado pelo colega, leitura que o blog da GloboNews registra como aceno ao favoritismo de Flávio, que fechou o primeiro turno com 47,03% contra 45,16% de Lula.

O regimento prevê que caso julgado numa turma pode ser revisto pela outra, mas seria a primeira revisão criminal da história da Corte, o que os ministros usam para justificar os 11 votos, sobre a condenação de 27 anos e três meses dada pela Primeira Turma em 2025, por quatro a um, enquanto a defesa também pediu, em 1º de outubro, a suspensão da prisão até o julgamento.