FACÇÕES CRIMINOSAS ASSUMEM CARACTERÍSTICAS DE TERRORISMO E DESAFIAM ESTADO
A conexão entre traficantes, treinamento em conflitos internacionais e uso de tecnologias de guerra reforça tese de classificação como terrorismo.
A crescente sofisticação das facções criminosas brasileiras, evidenciada pela exportação de mão de obra para conflitos armados no exterior, coloca em xeque a atual classificação jurídica dessas organizações no Brasil. Investigação recente da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública revelou que integrantes do Comando Vermelho (CV) tiveram despesas custeadas pela facção para atuar na guerra da Ucrânia, onde aprenderam a operar drones e técnicas militares. Esse intercâmbio bélico, transpondo táticas de combate real para o dia a dia das favelas brasileiras no transporte de armas e drogas, valida a tese de que o crime organizado nacional atingiu um patamar de ameaça que transcende o tráfico convencional, aproximando-se perigosamente da estrutura de grupos terroristas internacionais.
A DISSEMINAÇÃO DE TÁTICAS DE GUERRA
A presença de brasileiros retornando de zonas de conflito para atuar como instrutores dentro de comunidades no Rio de Janeiro marca uma mudança drástica na dinâmica de segurança pública. De acordo com informações obtidas por veículos de imprensa, criminosos que estiveram por pelo menos um ano no exterior agora treinam traficantes locais na operacionalização de veículos aéreos não tripulados (drones) para logística e monitoramento. Essa capacitação técnica, forjada no horror de uma guerra convencional, é agora aplicada na expansão territorial e na resistência armada contra o Estado brasileiro, demonstrando que o crime organizado não apenas busca lucro, mas o controle político e militar de regiões inteiras.
O ECO DA DENÚNCIA DE DONALD TRUMP
A realidade vivida nas periferias brasileiras dá contornos concretos à polêmica declaração de Donald Trump sobre a necessidade de classificar facções criminosas como organizações terroristas. Ao atuar com logística, armamento de alto calibre, treinamento especializado e táticas de guerrilha, esses grupos abandonam a esfera do crime comum e se instalam no espectro da insurgência terrorista. Se o terrorismo se define pelo uso da violência indiscriminada e planejada para alcançar objetivos políticos e aterrorizar populações, a atuação das facções brasileiras — que impõem toques de recolher, fecham comércios e enfrentam o Estado com tecnologia de guerra — atende a todos os requisitos dessa classificação.
O RISCO DE SEGURANÇA NACIONAL
A capacidade de financiamento internacional e o intercâmbio com milícias e exércitos estrangeiros sugerem que o Brasil está diante de uma ameaça que não pode mais ser contida apenas por delegacias locais. O impacto direto dessa transição para o terrorismo é o enfraquecimento da soberania nacional, uma vez que partes do território brasileiro deixam de ser governadas pela Constituição para serem geridas por regimes criminosos autônomos. A tolerância institucional e a leniência com a natureza política desses grupos apenas aceleram a erosão das instituições de segurança, tornando o cenário para os cidadãos cada vez mais similar aos países devastados pelo radicalismo.
O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
Se o Estado brasileiro continuar a tratar esses grupos apenas sob a ótica do código penal comum, a disparidade de forças tende a se agravar, com as facções adquirindo cada vez mais tecnologia de ponta. A pressão política para a mudança de paradigma, reconhecendo essas organizações como terroristas, é uma pauta que ganha força entre especialistas e parlamentares que compreendem a gravidade da infiltração militar nas favelas. A grande questão que permanece é se o sistema político brasileiro terá coragem de enfrentar essa realidade ou se permitirá que o terrorismo doméstico se consolide permanentemente, ditando as regras do jogo no país.

