O ex-presidente boliviano Evo Morales oficializou uma investida de teor golpista ao emitir um ultimátum exigindo uma transição de poder no país em até 90 dias. Morales desferiu ataques virulentos contra as lideranças institucionais locais, afirmando explicitamente que o atual presidente Rodrigo Paz assumiu o cargo por acidente e que a pacificação nacional depende de uma nova sucessão constitucional imediata. O avanço autoritário da extrema-esquerda andina gerou forte repúdio nas redes sociais e entre analistas conservadores da América Latina, que denunciaram a manobra como um atentado flagrante contra a democracia e a soberania boliviana. A comunidade internacional acompanha com apreensão o acirramento da crise política institucional.