Abelardo de la Espriella, o "El Tigre", foi eleito presidente da Colômbia nas eleições de 2026, derrotando o candidato da esquerda ligada a Gustavo Petro. O advogado de 47 anos, que fez campanha protegido por colete à prova de balas e vidro blindado, promete ruptura total com o modelo de segurança frouxo e o desmantelamento de instituições criadas pelo acordo de paz com as Farc de 2016.

A vitória de Espriella, do movimento Defensores de la Patria, reflete o cansaço dos colombianos com a violência que assola o país há décadas. Segurança foi o tema central da campanha, marcado por atentados e o assassinato de um pré-candidato.

CAMPANHA MARCADA POR AMEAÇAS E FOCO EM SEGURANÇA

Espriella conduziu sua campanha sob forte esquema de segurança, vestindo camisa da seleção colombiana com colete à prova de balas por baixo. Seu lema "Firme pela Pátria" ressoou entre eleitores exaustos da impunidade. Ele promete acabar com processos de paz que beneficiam criminosos e adotar medidas duras: "Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme a lei".

REJEIÇÃO AO ACORDO DE PAZ COM AS FARCS

Uma das promessas centrais é desmontar as instituições criadas pelo acordo de 2016, que pôs fim formal à guerra civil de mais de 50 anos, mas deixou um legado de impunidade e fortalecimento de grupos armados. Espriella critica duramente o que considera concessões excessivas aos ex-guerrilheiros e prioriza o restabelecimento da autoridade do Estado.

ALINHAMENTO COM TRUMP E "ESCUDO DAS AMÉRICAS"

O presidente eleito, que viveu mais de uma década em Miami, possui cidadania americana e filiação ao Partido Republicano dos EUA. Recebeu apoio aberto de Donald Trump e deve integrar a Colômbia ao "Escudo das Américas", iniciativa de segurança regional contra o narcotráfico com forte componente militar. Ele descreve seu plano como uma "remasterização 2.0" da política de segurança bem-sucedida de Álvaro Uribe nos anos 2000.

IMPACTO NA AMÉRICA LATINA E DEFESA DA DIREITA CONSERVADORA

A eleição de Espriella é um duro golpe à esquerda regional e um sinal de esperança para quem defende soberania nacional, valores tradicionais e combate implacável ao crime. Enquanto governos de esquerda como o de Petro fracassaram na segurança, a ultradireita colombiana aposta na mão firme, meritocracia e aliança com os EUA.

A América Latina observa atentamente: o modelo de "El Tigre" pode inspirar outras nações cansadas do bolivarianismo e da violência descontrolada. Para a direita conservadora, trata-se de recuperar o controle do território e proteger a população, em oposição às políticas lenientes que transformaram a Colômbia em exemplo negativo.