O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) manifestou-se de forma indireta nesta quinta-feira (25 de junho de 2026) sobre os vídeos publicados pela madrasta, Michelle Bolsonaro, um dia antes. Sem citar nomes diretamente, Eduardo repostou conteúdo que elogia a postura de Flávio Bolsonaro (PL) diante das acusações da ex-primeira-dama.

Nos vídeos divulgados na quarta-feira (24), Michelle expôs atritos familiares, afirmou ter sido “apunhalada”, “desrespeitada” e “maltratada” por Flávio em uma ligação, e denunciou um “grupo coordenado por pessoas que estão no exterior” que a ataca diariamente — referência clara a Eduardo e aliados, que vivem fora do Brasil.

O QUE DISSE MICHELLE

A ex-primeira-dama relatou desentendimentos envolvendo decisões partidárias no Ceará e criticou o tratamento recebido dos enteados. “Eles me tratam como se eu fosse idiota”, disse, além de mencionar publicações que retiram o sobrenome “Bolsonaro” de seu nome como forma de ataque. Michelle também afirmou que a filha Laura sofre com a situação.

REAÇÃO DE EDUARDO

Eduardo republicou publicação de um analista que destaca a “empatia e humildade” de Flávio: “Acho que Michelle esperava de Flávio uma reação agressiva, juvenil, o que endossaria suas acusações. [Flávio] Topou com empatia e humildade, dignas de uma liderança madura”. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde 2025, após ter o mandato cassado.

CRISE FAMILIAR NO BOLSONARISMO

O episódio expõe mais uma rachadura pública na família Bolsonaro, em pleno ano eleitoral. Flávio, pré-candidato à Presidência ungido pelo pai, tenta se posicionar como nome de união, enquanto as tensões com Michelle e Eduardo ganham as redes sociais.

ANÁLISE EDITORIAL

A direita conservadora assiste com preocupação a mais um capítulo de divisões internas que só beneficiam o adversário. Em momento que exige união contra o PT e o ativismo judicial, as rusgas familiares enfraquecem a imagem do movimento bolsonarista. Michelle tem papel importante na base evangélica e feminina, enquanto Flávio e Eduardo representam alas distintas do eleitorado. O ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo preso, é o grande aglutinador — e cabe a ele, mais do que nunca, cobrar maturidade e fim das disputas menores para preservar o legado e a chance de vitória em 2026.