A Venezuela e Cuba acumulam uma dívida bilionária com o Brasil referente a obras de infraestrutura financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em governos petistas anteriores. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil em maio de 2026, a Venezuela registra um passivo de US$ 1,2 bilhão, enquanto o regime cubano deve aproximadamente US$ 676 milhões após sucessivas inadimplências em projetos internacionais. A situação expõe a fragilidade das garantias oferecidas por esses países, que foram classificados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "países amigos" no início de seu atual mandato.

O DISCURSO CONTRA A REALIDADE DOS FATOS

Durante a cerimônia de posse de Aloizio Mercadante na presidência do BNDES em 2023, o presidente Lula afirmou categoricamente que as dívidas seriam pagas, alegando que o governo anterior havia "fechado as portas" para o diálogo. No entanto, conforme vídeo do canal CNN Brasil intitulado "Cuba e Venezuela somam dívidas bilionárias com o Brasil", os números mostram que a promessa de regularização não se concretizou. Pelo contrário, os débitos continuam a pressionar o Tesouro Nacional, que acaba sendo acionado para ressarcir o banco estatal através do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

CONIVÊNCIA E FALTA DE COBRANÇA EFETIVA

Críticos apontam que a gestão atual tem sido conivente ao não adotar medidas rigorosas de cobrança contra os aliados ideológicos. Enquanto o governo brasileiro tenta reabrir negociações diplomáticas, o regime de Nicolás Maduro e a ditadura cubana mantêm o fluxo de calotes, ignorando os prazos estabelecidos. A oposição no Congresso Nacional questiona a prioridade dada a esses regimes em detrimento de investimentos internos, especialmente após a sanção de novas leis que permitem ao BNDES retomar o crédito para exportação de serviços de engenharia.

IMPACTO DIRETO NO BOLSO DO CONTRIBUINTE

O impacto financeiro é sentido diretamente pelo cidadão brasileiro, uma vez que o Tesouro Nacional é o garantidor final desses empréstimos. Quando Cuba e Venezuela deixam de pagar, o dinheiro sai dos impostos nacionais para cobrir o rombo no BNDES. Relatos indicam que, em casos como o do Porto de Mariel em Cuba e do Metrô de Caracas na Venezuela, os valores já desembolsados pela União para cobrir os calotes somam quantias astronômicas, superando R$ 10 bilhões em valores convertidos.

RETOMADA DE RISCOS PELO BNDES

Mesmo diante do cenário de inadimplência crônica, o governo federal sancionou recentemente legislações que buscam recolocar construtoras brasileiras em projetos no exterior. Embora a nova regra proíba novos empréstimos para países que estejam atualmente inadimplentes, a estratégia de "passar o pano" para as dívidas antigas gera desconfiança no mercado financeiro e entre investidores. Especialistas alertam que a insistência em financiar regimes autocráticos pode comprometer a saúde financeira do banco de fomento a longo prazo.

INCERTEZA SOBRE O FUTURO DOS PAGAMENTOS

Até o momento não há confirmação oficial desta informação sobre datas específicas para a quitação total dos débitos pendentes. A delegação venezuelana chegou a solicitar grupos de trabalho para consolidar os números, mas a efetividade desses encontros é vista com ceticismo. O cenário de incerteza permanece, com o governo brasileiro mantendo uma postura de benevolência diplomática que, na prática, permite que o calote bilionário continue a crescer sem consequências reais para os devedores internacionais.