A apuração das eleições de 2026 indica uma forte virada do Senado para a direita a partir de 2027. Os números partidários ainda estavam em consolidação na noite deste domingo, mas a projeção mais recente apontava o PL com 22 senadores eleitos. Somados aos nove parlamentares do partido que têm mandato até 2031, a legenda pode chegar a 31 das 81 cadeiras.

O PT, por outro lado, teria eleito cinco senadores e manteria outros três com mandato em vigor, chegando a uma bancada de oito parlamentares. Na comparação direta, o PL ficaria quase quatro vezes maior que o PT no Senado.

Na divisão ideológica, o levantamento do JOTA estima que a direita passe de 35 para 46 cadeiras em 2027. O centro cairia de 26 para 16, enquanto a esquerda recuaria de 19 para 18. A classificação é metodológica e considera o posicionamento histórico dos partidos, já que o TSE não classifica candidatos por ideologia.

Entre os resultados que reforçam essa tendência estão as eleições de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis pelo Distrito Federal, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro por Santa Catarina, Sanderson e Marcel van Hattem pelo Rio Grande do Sul e Gustavo Gayer e Gracinha Caiado por Goiás. O movimento amplia a presença de nomes identificados com a oposição ao governo Lula.

A projeção de 46 senadores de direita representa maioria absoluta, já que o Senado tem 81 cadeiras e são necessários 41 votos para esse tipo de maioria. Isso, porém, não significa que todos votarão sempre juntos: partidos como União Brasil, PP, Republicanos e PSD podem adotar posições diferentes conforme o tema. Para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal, são necessários 54 votos, equivalentes a dois terços da Casa. Portanto, a direita teria força para comandar a agenda política, mas ainda precisaria ampliar alianças para alcançar esse quórum.

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