DINO PRESSIONA PRESIDENTE DA CPMI DO INSS E SENADOR APONTA RETALIAÇÃO
Ministro do STF exige explicações sobre emendas milionárias enquanto Carlos Viana denuncia tentativa de intimidação contra as investigações que atingem o Banco Master.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de cinco dias úteis para que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, preste esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares. A decisão, proferida em 19 de março de 2026, foca em repasses que somam mais de R$ 3 milhões destinados à Fundação Oasis, braço social da Igreja Batista da Lagoinha. O magistrado atendeu a um pedido dos deputados de esquerda Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que alegam supostas violações às regras de transparência estabelecidas pelo STF em 2022.
A CONEXÃO COM O BANCO MASTER E A CPMI
O pano de fundo desta disputa envolve o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a denúncia dos parlamentares governistas, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zetel, é pastor de uma unidade da Lagoinha e está sendo investigado por fraudes financeiras. A CPMI do INSS, sob o comando de Viana, tem avançado sobre irregularidades que tocam interesses desses grupos financeiros. "Está muito claro que é uma retaliação às minhas falas", reagiu o senador Carlos Viana, sugerindo que a investida judicial busca paralisar os trabalhos da comissão.
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RETALIAÇÃO OU FISCALIZAÇÃO INSTITUCIONAL
Durante coletiva de imprensa realizada após a decisão, Carlos Viana sublinhou que os recursos foram enviados a prefeituras, que aprovaram planos de trabalho para assistência social, e não diretamente à igreja. O senador defendeu que o Estado brasileiro tem uma dívida com instituições que realizam trabalho de recuperação de dependentes químicos e assistência a idosos. Para a ala conservadora do Congresso, a ação de Dino é vista como mais um episódio de perseguição judicial contra parlamentares que ousam investigar esquemas de corrupção e abusos de poder.

O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
O senador garantiu que responderá oficialmente ao ministro, mas alertou para o desrespeito ao Poder Legislativo. O embate direto entre o presidente de uma comissão investigativa e um ministro do STF eleva a temperatura política em Brasília. Caso o senador consiga comprovar a regularidade dos repasses, a narrativa de retaliação para fazer a CPMI recuar ganhará ainda mais força entre seus pares, podendo gerar uma crise institucional de maiores proporções entre o Senado e a Suprema Corte. Até o momento não há confirmação oficial desta informação sobre o recuo das investigações.
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