O ditador cubano Miguel Díaz-Canel e seu regime reagiram com fúria à resolução aprovada pelo Parlamento Europeu na quinta-feira (18), que condena a repressão sistemática em Cuba e cobra uma transição para a democracia multipartidista. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores cubano acusou a Eurocâmara de atuar com “indignidade”, optar pela “confrontação” em vez do diálogo e fazer “coro” à “asfixia econômica” imposta pelos Estados Unidos contra o povo cubano.

A resolução europeia, aprovada por 283 votos a favor, 199 contra e 85 abstenções, destaca que, após mais de cinco décadas de regime comunista, Cuba caminha para se tornar um “estado falido”, com 89% das famílias em pobreza extrema, falta crônica de alimentos, medicamentos e energia, e um recorde de 1.281 presos políticos (incluindo menores) até o final de maio de 2026.

RESOLUÇÃO EUROPEIA EXIGE MUDANÇAS CONCRETAS E SANÇÕES

Os eurodeputados pedem a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos, o fim da tortura e maus-tratos, reformas econômicas profundas e o apoio a iniciativas privadas. Além disso, recomendam sanções específicas da UE contra Díaz-Canel e os dirigentes do conglomerado militar GAESA, que controla grande parte da economia cubana, além da possível suspensão do Acordo de Diálogo Político e Cooperação entre a União Europeia e Cuba.

A resolução enfatiza que a crise humanitária não decorre de um suposto “embargo externo”, mas dos próprios fracassos do modelo comunista, que mantém o poder exclusivamente pela repressão.

REGIME CUBANO RECORRE AO DISCURSO VÍTIMA E DESVIA O FOCO

No comunicado, o regime cubano repetiu o mantra habitual de que a Europa age “em coro” com Washington e ignorou as demandas concretas sobre presos políticos e direitos humanos. Ainda acusou o Parlamento Europeu de “duplo padrão” por supostamente fazer “silêncio” sobre o conflito em Gaza, numa clara tentativa de desviar a atenção da ditadura que sufoca o povo cubano há mais de 60 anos.

Essa reação agressiva revela o pânico do regime diante de pressões internacionais crescentes. Em vez de apresentar qualquer plano de abertura ou reforma, Díaz-Canel opta pelo confronto verbal e pela propaganda, mantendo o controle totalitário sobre uma população que sofre com fome, apagões e falta de liberdade.

REAÇÃO DA DIREITA E DOS CONSERVADORES

Para o campo conservador e defensor da liberdade, a resolução do Parlamento Europeu representa um avanço importante no combate ao comunismo, que continua a produzir miséria e repressão onde quer que seja implantado. A postura firme da Eurocâmara contrasta com décadas de acomodação de certos governos europeus com a ditadura cubana, motivados por interesses econômicos ou ideológicos. O regime de Díaz-Canel, herdeiro da ditadura castrista, demonstra mais uma vez que não tolera críticas e prefere culpar fatores externos a reconhecer o colapso de seu modelo falido.