DEPUTADOS DO PT PEDDEM INVESTIGAÇÃO DE NUNES MARQUES NO STF POR VÍNCULOS COM O BANCO MASTER
Nesta segunda-feira, 12, os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram no STF uma notícia de fato pedindo a investigação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, por possíveis vínculos com o Banco Master e Daniel Vorcaro. A representação cita suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes e pede envio à PGR.
Os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram nesta segunda-feira, 12, ao Supremo Tribunal Federal uma notícia de fato em que pedem a investigação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Os parlamentares querem apurar possíveis vínculos do magistrado e de pessoas próximas a ele com o Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro. A representação menciona suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa.
Entre os episódios citados estão o voto de desempate de Nunes Marques em outubro de 2024 no caso da Destilaria Alcídia, considerado de interesse econômico do Master, mensagens atribuídas a pagamentos mensais de R$ 500 mil ligados ao filho do ministro, o advogado Kevin de Carvalho Marques, e um contrato de honorários de até R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da advogada Camilla Ewerton Ramos. A petição também menciona hospedagem durante o Carnaval de 2025, viagem em avião particular e referências a uma “Turma do KN” em mensagens analisadas pela Polícia Federal.
Os deputados solicitam o envio dos fatos à Procuradoria-Geral da República e pedem que o caso seja analisado pelo plenário do STF ou distribuído a um ministro que não tenha declarado impedimento ou suspeição em processos relacionados ao banco. Nunes Marques nega irregularidades, contatos com Vorcaro e favorecimentos. Kevin Marques afirma ter prestado serviços tributários a uma empresa e nega trabalho para o Master. O pedido foi protocolado junto ao presidente da Corte, Edson Fachin.

