DELAÇÃO DE EX-DONO DO BANCO MASTER DETALHA CONTRATO DE R$ 129 MILHÕES COM ESCRITÓRIO DA ESPOSA DE ALEXANDRE DE MORAES
A segunda proposta de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro traz revelações sobre repasses milionários efetuados à banca jurídica de Viviane Barci de Moraes.
O empresário e banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, apresentou às autoridades competentes uma segunda proposta de delação premiada contendo revelações que atingem diretamente os bastidores do Poder Judiciário em Brasília. Nos novos termos da colaboração entregues aos investigadores, Vorcaro detalha os pormenores que envolveram a assinatura e a execução de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O surgimento de documentos e relatos detalhados sobre transações de cifras milionárias envolvendo familiares de magistrados da mais alta corte do país insere um novo e grave elemento de pressão política e jurídica sobre o tribunal, alimentando o debate nacional acerca dos limites éticos, dos conflitos de interesse e do ativismo judicial que marcam a atual conjuntura institucional neste dia 9 de junho de 2026.
OS DETALHES DA SEGUNDA PROPOSTA DE COLABORAÇÃO
Os anexos que integram a nova tentativa de acordo de Daniel Vorcaro buscam demonstrar a rota do dinheiro e a real contraprestação dos serviços que justificaram o pagamento da quantia de R$ 129 milhões. O Banco Master, que recentemente entrou na mira da Polícia Federal e do Ministério Público Federal em investigações paralelas sobre aplicações suspeitas de fundos de previdência estaduais, teria utilizado a contratação do escritório da esposa do ministro em Brasília para atuar em causas estratégicas. Investigadores independentes apontam que a profundidade dos dados apresentados nesta segunda proposta visa forçar a homologação do acordo por parte da Procuradoria-Geral da República, uma vez que a cúpula da instituição financeira tenta obter benefícios penais e proteção contra o avanço das ordens de prisão preventiva.
O SILÊNCIO E O CLIMA DE TENSÃO NOS BASTIDORES DE BRASÍLIA
Até o presente momento, não há confirmação oficial ou manifestação pública por parte do ministro Alexandre de Moraes, de sua esposa Viviane Barci de Moraes ou dos representantes legais do Banco Master sobre o teor específico dos novos anexos apresentados pelo delator. No entanto, o vazamento da existência da proposta de colaboração gerou repercussão imediata e um clima de intensa articulação nos bastidores do Congresso Nacional. Parlamentares da oposição conservadora destacaram que o volume dos honorários pagos levanta questionamentos naturais sobre a impessoalidade e a moralidade administrativa, especialmente considerando que causas envolvendo o sistema financeiro nacional tramitam de forma recorrente nos tribunais superiores sob a relatoria de membros da corte.
O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER
O episódio envolvendo a delação do ex-dono do Banco Master toca no nervo exposto da República: a blindagem mútua e as relações comerciais milionárias que orbitam os núcleos de poder do Judiciário brasileiro. O cidadão comum, que assiste ao rigor implacável da lei ser aplicado contra lideranças políticas de direita, precisa compreender a gravidade de ver contratos de R$ 129 milhões envolvendo diretamente a esposa do magistrado que centraliza os principais inquéritos do país. A força dos fatos documentados exige uma investigação transparente, isenta e profunda pelas instâncias de controle, sob o risco de que a total ausência de respostas consolide de forma definitiva a perception pública de que existem regras distintas para a elite de Brasília e para o restante dos brasileiros.

