A declaração da coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, sobre o Bolsa Família foi apresentada em manchetes de alguns veículos como uma proposta de corte do benefício após dois anos. Na entrevista à CBN Salvador, nesta segunda-feira, ela explicou que a medida seria voltada a beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada ou decidirem abrir o próprio negócio.

A proposta prevê um período de transição de dois anos para que essas pessoas possam buscar autonomia financeira sem perder imediatamente a proteção social. Daniella afirmou que haveria retorno automático ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho não desse certo. Não se trata de retirada de todos os beneficiários ao fim de dois anos.

O plano econômico de Flávio também prevê crédito para pequenos empreendedores, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas. A regra atual já tem mecanismos de transição para famílias que melhoram a renda.