CONTRATO MILIONÁRIO: ESCRITÓRIO DA ESPOSA DE MORAES FATUROU COM BANCO MASTER PRESO POR FRAUDES
*Escritório de Viviane Barci produziu 36 pareceres e realizou 94 reuniões com a instituição de Daniel Vorcaro, revelando valores questionados por especialistas e analistas da CNN que apontam risco moral e crise de credib
O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, elaborou 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o banco foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em meio a investigações por fraudes financeiras. A informação veio diretamente de nota pública divulgada pelo escritório, que também menciona 94 reuniões de trabalho (incluindo 79 presenciais na sede do banco e 13 com a presidência). Analistas da CNN Brasil, como Thais Herédia, Daniel Rittner e Caio Junqueira, discutiram o caso em programa recente, destacando o valor astronômico do contrato — revelado inicialmente por O Globo como R$ 129 milhões previstos em três anos, com cerca de R$ 80 milhões já pagos — e questionando se isso não configura um risco ético grave para o Judiciário brasileiro.
*O QUE REALMENTE ACONTECEU NOS BASTIDORES*
Tudo começou a ganhar contornos públicos em dezembro de 2025, quando O Globo revelou o contrato entre o escritório de Viviane Barci e o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões. O banco, controlado por Daniel Vorcaro (preso duas vezes pela PF em investigações de esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro), contratou a banca para "ampla consultoria e atuação jurídica", envolvendo uma equipe de 15 advogados. Os serviços cobriram temas como compliance, código de ética, proteção de dados, aspectos regulatórios, trabalhistas e previdenciários. O escritório nega qualquer atuação em causas do Master no STF, onde Alexandre de Moraes atua, e afirma que o contrato foi suspenso após a liquidação do banco.
*O VALOR QUE CHOCA O MERCADO JURÍDICO*
Especialistas consultados por veículos como Revista Oeste e BBC Brasil consideram os honorários "estratosféricos" e fora dos padrões do mercado. Treze escritórios ouvidos anonimamente afirmaram que valores semelhantes superam em muito o cobrado por serviços de compliance e consultoria regulatória. Calculando pela nota do escritório, cada parecer sairia por mais de R$ 1 milhão e cada reunião por dezenas de milhares de reais — números que, para analistas como Caio Junqueira na CNN, "não aliviam a crise; ao contrário, levantam mais perguntas". Thais Herédia foi direta: "Nenhum escritório recebeu algo similar. A explicação é ofensiva", alertando para o "risco moral" que empresas agora avaliam ao contratar bancas ligadas a familiares de ministros.
*IMPLICAÇÕES PARA O STF E A CONFIANÇA PÚBLICA*
O caso alimenta uma crise de credibilidade no Supremo. Daniel Rittner, diretor de jornalismo da CNN em Brasília, destacou a improbabilidade de uma CPI prosperar devido a resistências políticas, como do presidente do Senado Davi Alcolumbre. Caio Junqueira lembrou declaração recente de Moraes em evento internacional sobre legitimidade do STF: "Se eles se comportam assim, por que eu devo me comportar corretamente?". O episódio reforça suspeitas de conflito de interesse, mesmo sem atuação direta no tribunal, e expõe o "efeito imitador" de condutas questionáveis no alto escalão do Judiciário. A PGR já arquivou pedido de investigação em dezembro de 2025, mas o debate continua vivo na imprensa e redes.
*QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS E O QUE ESTÁ EM JOGO*
Viviane Barci de Moraes, advogada formada pela UNIP e sócia do escritório no Itaim Bibi (SP), é casada com Alexandre de Moraes desde os tempos de faculdade. Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master, permanece preso e enfrenta acusações graves. O banco foi liquidado após operações da PF como Compliance Zero. Analistas da CNN veem nisso não só um problema isolado, mas um sintoma maior: a mistura perigosa entre poder econômico, jurídico e político que erode a confiança nas instituições.
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