O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, determinou a desaprovação das contas de campanha de Soraya Thronicke (senadora) e seu vice Marcos Cintra na corrida presidencial de 2022. A decisão aponta irregularidades significativas em receitas e despesas, com obrigatoriedade de devolução de valores ao erário.

De acordo com o parecer, os candidatos deverão devolver R$ 4.562.469,53 (falta de comprovação de gastos com recursos públicos), R$ 310.914,37 (receitas de fontes vedadas) e R$ 563,27 (sobras de campanha), valores atualizados.

IRREGULARIDADES IDENTIFICADAS

Nas receitas, foram apontados R$ 3.208.797,29 em irregularidades (8,75% do total), incluindo descumprimento de prazo para relatório financeiro e omissão de registro de receitas estimáveis. Nas despesas, o montante irregular chega a R$ 4.873.947,17 (11,49% dos gastos), com destaques para ausência de recolhimento de sobras, fontes vedadas (notas fiscais inidôneas) e insuficiência de documentação comprobatória, especialmente em produção de programas de rádio, TV e vídeo.

CONTEXTO E REPERCUSSÃO

Soraya Thronicke, que se posicionou como terceira via em 2022 com viés liberal-conservador, viu sua prestação de contas questionada tecnicamente. O caso reforça a importância da transparência no financiamento eleitoral e do rigor na fiscalização pelo Ministério Público Eleitoral. Decisões como esta servem de alerta para candidatos e partidos sobre a necessidade de compliance rigoroso.

Para a direita, o episódio destaca a necessidade de maior profissionalismo em campanhas, evitando brechas que possam ser exploradas politicamente. A senadora ainda poderá recorrer, mas a desaprovação inicial pesa sobre sua imagem pública.