Conselheiro americano Mauricio Galante afirma que queda de Peña foi articulação da esquerda para sabotar Escudo das Américas
Mauricio Galante, brasileiro naturalizado e membro do Conselho da cidade de Arlington, no Texas, afirmou que a manobra que levou à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, não se trata de um escândalo isolado. Segundo ele, trata-se de uma ação orquestrada pela esquerda internacional para sabotar o chamado Escudo das Américas e paralisar a inteligência dos Estados Unidos na luta contra o narcoterrorismo na região.
No vídeo, Galante destacou o contraste de estratégias. Enquanto a esquerda “engole seus egos, age em bloco e derruba governos no tabuleiro global”, a direita no Brasil e nos Estados Unidos “continua batendo cabeça por vaidade e perdendo espaço estratégico”. Ele citou como exemplo a disputa pela presidência do Senado no Brasil e alertou que a próxima vítima dessa articulação transnacional seria a Argentina.
“A esquerda tem plano de poder; a direita tem ego”, resumiu. Galante, que nasceu em São Paulo e hoje atua na política local americana com perfil republicano, defendeu que a oposição precisa “acordar e aprender a jogar o jogo” ou será engolida pelo sistema.
O contexto da fala é a crise no Paraguai. Peña, aliado de Donald Trump e do Partido Colorado, renunciou em 5 de novembro em meio ao escândalo do Ueno Bank, instituição com a qual manteve vínculos e que foi intervenida pelo Banco Central por insolvência. A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o julgamento político contra ele, e o Senado deve decidir o desfecho. A renúncia ainda não foi formalmente aceita por falta de quórum em sessão conjunta do Congresso.
A análise de Galante reforça a leitura de que a queda de Peña, figura de direita e alinhada a Washington, enfraquece um pilar regional de contenção ao avanço da esquerda e ao narcotráfico. Enquanto a esquerda se organiza de forma coordenada em nível internacional, setores da direita seguem fragmentados por disputas internas, o que, na visão do conselheiro, abre espaço para novas ofensivas na região.

