Um grupo de 11 congressistas democratas dos Estados Unidos enviou carta às autoridades americanas pedindo investigação contra o candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella, principal nome da direita nas eleições de 2026. Conforme divulgado em material gráfico circulando nas redes, a correspondência “cita ligação de aliado de Trump com grupo terrorista colombiano”. Os legisladores mencionam supostos vínculos com ex-integrantes das Autodefensas Unidas de Colombia (AUC), classificada como organização terrorista pelos EUA, relações profissionais com o empresário Alex Saab e operações imobiliárias na Flórida. A iniciativa também questiona o respaldo público de Donald Trump ao candidato.

De la Espriella, advogado e empresário conhecido como “El Tigre”, lidera as pesquisas para o segundo turno com discurso de “mão de ferro” contra crime, corrupção e narcotráfico.

ANTECEDENTES DAS ACUSAÇÕES E DEFESA DO CANDIDATO

As menções a supostos vínculos com paramilitares remontam ao processo de desmobilização das AUC no governo Álvaro Uribe. De la Espriella presidiu a Fundação Iniciativas por la Paz (Fipaz), que organizou foros com ex-comandantes. Investigações da época foram arquivadas pela Justiça colombiana sem condenação. O candidato nega qualquer participação em atividades ilícitas e afirma ter atuado estritamente como advogado.

Sobre Alex Saab, De la Espriella foi seu defensor entre 2013 e 2019. Ele sustenta ter rompido a relação e tentado convencer o cliente a cooperar com autoridades americanas. Não há condenação contra o candidato nos EUA.

MOVIMENTO DEMOCRATA VISTO COMO INTERFERÊNCIA POLÍTICA

A carta dos democratas, que classifica as AUC como “grupo terrorista”, é interpretada por setores conservadores como clara interferência de esquerda americana contra um candidato alinhado a Trump. O respaldo do presidente americano a De la Espriella é visto como apoio legítimo a uma agenda de direita, conservadora e anticomunista na América Latina.

REAÇÃO DA DIREITA E CONTEXTO ELEITORAL

A direita colombiana  enxerga na candidatura de De la Espriella uma oportunidade de romper com o petrismo. As acusações, muitas antigas e já investigadas na Colômbia, são tratadas como tentativa de desqualificar um outsider que ameaça o establishment de esquerda.

IMPACTOS E PRÓXIMOS PASSOS

A divulgação do conteúdo da carta pode intensificar a polarização, mas também consolidar o apoio da base conservadora a De la Espriella, visto como alvo de ataques políticos coordenados.