Um comentarista da GloboNews criticou ao vivo, durante a cobertura do segundo turno neste domingo, dia 25, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação até as 19h em todo o país a pedido da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O comentarista, que não teve o nome identificado no trecho que circula nas redes, diz que o pedido chegou ao gabinete do ministro às 16h32 e que a decisão saiu perto das 17h, em cima da hora, com impacto potencialmente brutal sobre o andamento da eleição. Na própria decisão, Zanin registrou que os fatos chegaram ao STF às 16h32. A apresentadora rebateu citando dados do TRE de São Paulo segundo os quais 80% das seções do estado já estavam fechadas por volta das 18h.

O comentarista também comparou o caso com o segundo turno de 2022. Ele diz que, naquela ocasião, o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, mandou a Polícia Rodoviária Federal suspender as fiscalizações de ônibus sob ameaça de afastar o diretor Silvinei Vasques, consultou os tribunais regionais, concluiu que a votação corria normalmente e negou o pedido do PT para estender o horário. Para ele, foi o oposto do que os ministros fizeram agora. Reportagens do g1 de 2022 confirmam que Moraes descartou a prorrogação, afirmando que as operações atrasaram, mas não impediram eleitores de votar.

Mais tarde, segundo o g1 e o Poder360, Zanin esclareceu que a prorrogação valia apenas para os locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas e que os votos das urnas já encerradas seriam computados normalmente. A totalização foi retomada após as 19h, e o TSE confirmou às 21h08 a reeleição de Lula, que venceu Flávio Bolsonaro (PL) com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22%.