Uma análise publicada pela CNN Política identificou quatro sinais enviados pelo Supremo Tribunal Federal ao bolsonarismo nas 48 horas seguintes ao resultado do primeiro turno. Segundo o analista Caio Junqueira, o primeiro movimento foi do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada a 14 anos pelos atos de 8 de janeiro. A decisão levou em conta atividades de trabalho e o tempo de leitura cumprido durante a pena.

Junqueira também citou a possibilidade de Moraes autorizar a visita de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O pedido foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na mesma sequência, foi arquivada a investigação contra o senador Marcos do Val, os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo, após a PGR avaliar que as provas não sustentavam uma denúncia. Gilmar Mendes, por sua vez, arquivou a investigação por suspeita de estupro contra Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio Bolsonaro.

Apesar dos arquivamentos e decisões favoráveis a nomes ligados à direita, o PL rejeita a possibilidade de um “acordão” com o Supremo. Conforme a análise, o partido pretende manter a ofensiva pelo impeachment de Alexandre de Moraes e poderá avaliar medidas contra Flávio Dino dependendo da postura do ministro caso Flávio Bolsonaro vença a eleição. O cenário indica que as decisões recentes podem reduzir a tensão momentaneamente, mas não eliminam o conflito político e institucional que continua no centro da disputa.