CLÁUDIO DANTAS DIZ QUE PGR SE RECUSOU A DAR AVAL A OPERAÇÃO DE MORAES CONTRA FLÁVIO
Em vídeo publicado pelo deputado Gil Diniz, o jornalista afirma que procuradores se recusaram a assinar a ação ligada ao inquérito sobre Willer Tomaz, prevista para a véspera do segundo turno. A recusa ainda não foi confirmada por outros veículos nem pelos órgãos citados, mas a existência da investigação no STF é confirmada pela CNN Brasil.
O deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) publicou em seu perfil no Instagram um vídeo do jornalista Cláudio Dantas em que ele diz que a cúpula da Procuradoria-Geral da República se recusou a dar aval a uma operação da Polícia Federal contra Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo o jornalista, havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e estava prevista para a quinta-feira, dia 22, às vésperas do segundo turno. Na legenda, Gil Diniz afirma que o plano fracassou.
No vídeo, Dantas diz que a operação estava ligada ao inquérito que envolve o advogado Willer Tomaz e que, pela informação que obteve, já haviam sido autorizados 28 mandados de busca e apreensão. Ele afirma, como apuração exclusiva, que não quiseram assinar o procurador-geral Paulo Gonet, o vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand e o chefe de gabinete Carlos Fernando Mazzoco, e diz que a PGR, talvez pela primeira vez, não topou fazer o que chamou de serviço sujo de Moraes.
O jornalista também diz que a reportagem exibida pelo Jornal Nacional na noite do dia 21 tinha o objetivo de criar o ambiente para a deflagração da operação, e que a reação nas redes contribuiu para impedi-la. Para ele, era a isso que Flávio se referia quando falou, dias atrás, em uma terceira facada sendo preparada. O relato foi reproduzido em reportagem do Portal Cláudio Dantas nesta sexta-feira, dia 23.
Até a publicação desta matéria, a recusa da PGR, o número de mandados e a data prevista para a operação não haviam sido confirmados por outros veículos nem pela própria Procuradoria, pela Polícia Federal ou pelo Supremo, e permanecem como informação atribuída a Dantas. O que está confirmado é a existência da investigação: a CNN Brasil e O Globo noticiaram que a PF enviou ao STF um pedido de abertura de inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz e Flávio, distribuído por sorteio a Moraes no dia 16.
Segundo a representação da PF, Flávio aparecia como usuário master de uma conta bancária de uma empresa ligada ao advogado, o que os investigadores tratam como possível indício de participação societária. O senador nega ter tido acesso ou poderes sobre contas de empresas de Tomaz, que também contesta a interpretação e afirma que o vínculo cadastral foi corrigido, e a defesa de Flávio sustenta que ele não é formalmente investigado.

