CRISE NO AGRO: RIO GRANDE DO SUL ENFRENTA RISCO DE DESABASTECIMENTO
Analista Carina Belomé denuncia abandono de produtores gaúchos e alerta para colapso na produção de alimentos sob gestão Lula e Eduardo Leite
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise sem precedentes no setor agropecuário, com risco real de desabastecimento de alimentos nas prateleiras brasileiras. A denúncia foi feita pela jornalista e analista Carina Belomé, nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, durante transmissão no canal AuriVerde Brasil. Segundo Belomé, o estado vive uma "tragédia humana em curso" que combina o endividamento histórico dos produtores, os efeitos de enchentes devastadoras e a falta de apoio concreto dos governos federal e estadual.
A análise aponta que a instabilidade internacional, especialmente o conflito envolvendo o Irã, tem encarecido drasticamente insumos vitais como fertilizantes e óleo diesel. Conforme informações divulgadas por Carina Belomé, a situação no campo gaúcho é desesperadora, com relatos de produtores interrompendo atividades e um aumento alarmante nos índices de problemas de saúde mental e suicídios no setor. "O produtor não vive de discurso, ele vive de previsibilidade, crédito acessível e apoio concreto", afirmou a jornalista durante o programa.
COMPARAÇÃO ENTRE OS GOVERNOS BOLSONARO E LULA NO AGRO
A analista apresentou dados comparativos para demonstrar o que classifica como "desaceleração e abandono" do setor produtivo na atual gestão. De acordo com Belomé, durante o governo de Jair Bolsonaro, o agronegócio enfrentou choques globais como a crise sanitária e a guerra na Ucrânia, mas ainda assim alcançou recordes. Em 2022, o setor representou 27,6% do PIB nacional, com exportações de 159 bilhões de dólares. "Mesmo com o fertilizante subindo mais de 100%, não houve colapso; houve crescimento e recordes", destacou.
ESTAGNAÇÃO E QUEDA NA PARTICIPAÇÃO DO PIB EM 2024
Sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, os números do campo mostram sinais de fadiga e falta de avanço estrutural. Conforme a análise de Belomé, a participação do agronegócio no PIB caiu para uma faixa entre 23% e 24% em 2024, enquanto a produção total recuou de 322 milhões para cerca de 300 milhões de toneladas. A jornalista argumenta que, embora tenha havido um recorde nominal de exportações em 2023, o resultado foi fruto do que "Bolsonaro plantou e Lula colheu", sem novos investimentos que garantissem a sustentabilidade do crescimento.
A FALHA NO CRÉDITO RURAL E O ENDIVIDAMENTO GAÚCHO
Um dos pontos centrais da denúncia envolve a inacessibilidade dos recursos anunciados pelo Governo Federal. Carina Belomé revelou que, apesar do anúncio de R$ 400 bilhões para o crédito rural, os juros elevados e a burocracia impedem que o dinheiro chegue à ponta. "É um dinheiro anunciado que não está chegando diretamente no agricultor", criticou. No Rio Grande do Sul, a situação é agravada pelo "desgovernador Leite", que, segundo a analista, foca em projetos presidenciais enquanto o produtor local sangra em dívidas.
O IMPACTO DA CRISE INTERNACIONAL E OS FERTILIZANTES
O cenário externo agrava a fragilidade interna, com a guerra no Irã pressionando os custos de produção em um momento de vulnerabilidade extrema do solo gaúcho. Até o momento não há confirmação oficial de medidas de socorro extraordinárias que compensem a alta do diesel e dos fertilizantes para os pequenos e médios produtores. Belomé alerta que o abandono regional, somado ao foco do governo em "viagens e carnaval", pode resultar em gôndolas vazias nos supermercados de todo o Brasil nos próximos meses.
O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
A expectativa é de que a pressão sobre o Ministério da Agricultura e o Governo do Rio Grande do Sul aumente com a proximidade da nova safra. Caso não ocorra uma repactuação das dívidas e a liberação de crédito com juros subsidiados, o movimento de abandono das terras pode se intensificar, reduzindo ainda mais a oferta de grãos e proteína animal. O canal AuriVerde Brasil prometeu continuar monitorando o "silêncio das manchetes" sobre a crise gaúcha e convocou a população a pressionar seus representantes políticos.
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