CAIADO RENUNCIA EM GOIÁS E LANÇA OFENSIVA À PRESIDÊNCIA PELO PSD
Ex-governador deixa o cargo com alta aprovação e se posiciona como alternativa de experiência contra o PT e o radicalismo nas eleições de 2026.
O governador Ronaldo Caiado (PSD) renunciou oficialmente ao cargo nesta terça-feira, 31 de março de 2026, em Goiânia, para lançar sua pré-candidatura à Presidência da República. A transmissão do cargo ao agora governador Daniel Vilela (MDB) ocorreu em cerimônias na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e no Palácio das Esmeraldas, consolidando o movimento de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para quem disputa o pleito de outubro.
A ESTRATÉGIA DA TERCEIRA VIA E A EXPERIÊNCIA POLÍTICA
De acordo com reportagem da CNN Brasil de 31 de março de 2026, Ronaldo Caiado foi oficializado como o nome do PSD após a desistência de Ratinho Júnior e a não escolha de Eduardo Leite pela sigla. Durante a solenidade, a repórter Aline Becked destacou que Caiado baseia sua plataforma na bagagem administrativa acumulada em dois mandatos no governo goiano, onde ostenta elevados índices de aprovação. O ex-governador enfatizou que "para assumir o cargo de presidente da República você precisa ter uma experiência política e uma bagagem", em uma crítica velada a candidaturas consideradas inexperientes ou puramente ideológicas.
CRÍTICAS AO PT E FOCO NA SEGURANÇA PÚBLICA
Em seu discurso de despedida e lançamento, Caiado adotou um tom incisivo contra a esquerda. Segundo a transcrição do vídeo da CNN, o pré-candidato afirmou de forma veemente que "o PT não tem vez aqui no estado de Goiás", pontuando que o modelo de gestão petista não é encarado como uma política positiva pela população local. O foco na segurança pública, uma das marcas de sua gestão estadual, deve ser o pilar central de sua campanha nacional, buscando atrair o eleitorado conservador que clama por ordem e rigor penal.
O QUE ESPERAR DA CAMPANHA DE CAIADO
Conforme informações divulgadas pela direção nacional do PSD, presidida por Gilberto Kassab, Caiado inicia agora uma trajetória de viagens pelo país para nacionalizar seu nome. O desafio central do ex-governador será furar a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo, apresentando-se como uma "direita racional" e capaz de governar. Durante o evento, ele pediu o apoio de seus aliados estaduais, demonstrando otimismo com a recepção de suas propostas em outros estados, especialmente nos redutos onde o agronegócio e a pauta da segurança são dominantes.
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RELAÇÃO COM O BOLSONARISMO E O ATO DE ANISTIA
Embora tenha evitado confrontos diretos com Flávio Bolsonaro, Caiado sinalizou movimentos para herdar os votos da direita órfã de lideranças. Segundo reportagem do G1 publicada em 30 de março de 2026, o político chegou a citar a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro como um de seus possíveis primeiros atos na Presidência, caso eleito. Esta postura visa consolidar sua base no campo conservador, enquanto mantém uma distância institucional necessária para atrair o eleitor de centro que rejeita os extremos.
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