O Brasil não participa da reunião do Escudo das Américas voltada a discutir a designação de cartéis e facções como organizações terroristas, segundo divulgado pelo Metrópoles. A coalizão, liderada pelos Estados Unidos, reúne países latino-americanos e caribenhos alinhados a Washington no combate ao narcotráfico transnacional; o material do veículo destaca a ausência brasileira nesse fórum.Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos

Segundo o Metrópoles, o presidente Donald Trump pediu aos integrantes do bloco que tratem como ameaça comum grupos já classificados pelos EUA como terroristas estrangeiros — lista que inclui o PCC e o Comando Vermelho. Quatorze países da região anunciaram ação conjunta com medidas como congelamento de bens e restrições de vistos; Brasil e México ficaram de fora da articulação, e Brasília rejeita o enquadramento de terrorismo para as facções.Palácio do Planalto em Brasília

Enquanto vizinhos se alinham a Trump para sufocar o crime organizado com linguagem de narcoterrorismo, o Planalto prefere distância e soberania retórica. Para a direita, o resultado é isolamento: facções brasileiras entram no mapa hemisférico de sanções, e o governo Lula fica de fora da mesa em que se decide o cerco.Presidente Luiz Inácio Lula da Silva