GLOBO USA DRONE PARA FILMAR BOLSONAR INFRINGINDO POSSÍVEL ORDEM DE MORAES
Enquanto Alexandre de Moraes impõe restrições rigorosas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, inclusive sobre imagens, a Rede Globo utiliza drone para captar cenas na residência, gerando questionamentos sobre tratamento desig
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) retornou nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, à sua residência em Brasília para cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida humanitária foi concedida após o político receber alta hospitalar do Hospital DF Star, onde tratou broncopneumonia bacteriana bilateral. A decisão ocorre em meio a relatos de pressão sobre o magistrado e levanta questionamentos sobre a fiscalização de ordens judiciais.

REGRAS IMPOSTAS POR ALEXANDRE DE MORAES
De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes, Bolsonaro deve seguir uma série de restrições durante os 90 dias, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibições relacionadas a comunicações e divulgação de imagens. A ordem judicial busca garantir o cumprimento das medidas cautelares no inquérito sobre tentativa de golpe. Até o momento não há confirmação oficial de que Moraes tenha proibido explicitamente qualquer tipo de imagem externa da residência.
O USO DE DRONE PELA REDE GLOBO
A Rede Globo exibiu imagens captadas por drone da área da residência de Bolsonaro, incluindo momentos de visitas, como a do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Relatos circulantes apontam que o equipamento invadiu a privacidade do local, filmando conversas e movimentos na propriedade privada. Nikolas Ferreira criticou duramente a ação da emissora, classificando-a como “violação grave de privacidade” e questionando se a mesma rigorosidade aplicada a visitantes seria estendida à imprensa.
TRATAMENTO DESIGUAL NA JUSTIÇA?
A ação da Globo ocorre no contexto de críticas recorrentes à suposta seletividade do Judiciário brasileiro, especialmente em casos envolvendo figuras da direita. Enquanto ordens de Alexandre de Moraes restringem contatos e comunicações de Bolsonaro e seus aliados, a utilização de drone por um veículo de grande porte para registrar imagens internas da residência não gerou, até o momento, punição pública equivalente. Essa discrepância alimenta o debate sobre aplicação igualitária da lei e possível perseguição judicial a opositores do governo atual.

IMPLICAÇÕES PARA A LIBERDADE DE IMPRENSA E PRIVACIDADE
A filmagem por drone levanta questionamentos jurídicos sobre invasão de domicílio e violação de intimidade, crimes previstos no Código Penal. Aliados de Bolsonaro argumentam que, se visitantes são impedidos de usar celulares ou registrar imagens, a imprensa não pode atuar com liberdade irrestrita sobre o mesmo espaço. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou em outros momentos sobre o caso, mas não há registro público de investigação imediata contra a Rede Globo por esta ação específica.
O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
A prisão domiciliar de Bolsonaro será reavaliada ao final dos 90 dias. O caso reforça a tensão entre poderes e o debate sobre o equilíbrio entre segurança pública, direitos individuais e liberdade de imprensa. Críticos liberais e conservadores veem nessa dinâmica um padrão de criminalização seletiva da oposição, contrastando com a leniência percebida em relação a veículos alinhados à esquerda.
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