ESQUERDISTA PARALISA BOLÍVIA: TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO PRÓ-EVO MORALES MATA E EXPÕE SILÊNCIO DA ESQUERDA BRASILEIRA
Bloqueios coordenados por evistas quebrando democracia boliviana, enquanto Lula cala e EUA apoia governo legitimamente eleito contra destabilização
A Bolívia convive com um cenário de colapso institucional orquestrado por setores da esquerda ligados ao ex-presidente Evo Morales, em operação que transcende protestos legítimos e configura tentativa de golpe de Estado articulada pelas bases sociais do socialismo boliviano. Desde meados de abril, com intensificação em maio de 2026, bloqueios de estradas isolaram a capital La Paz, causando crise humanitária aguda com escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos. Até o momento, pelo menos quatro mortos foram confirmados nos confrontos entre manifestantes e forças de segurança, além de dezenas de feridos. O cenário expõe uma divisão profunda na esquerda latino-americana: enquanto a direita (Estados Unidos, Argentina, Chile) une-se em condenação clara à destabilização, a esquerda brasileira permanece em silêncio cúmplice.
O PADRÃO DE ARTICULAÇÃO GOLPISTA
Evo Morales, acusado pela Justiça boliviana de tráfico de menores e foragido desde 2024, refugiou-se em Cochabamba, região produtora de coca onde cultiva proteção mediante lealdade eleitoral. Ao anunciar que não compareceria a julgamento em 18 de maio, Morales disparou o mecanismo de bloqueios: seus apoiadores, os “cocaleros”, tomaram estradas. O padrão é reconhecível: instrumenalização de demandas sociais legítimas (crise econômica, desemprego) para escudar fuga de um ex-líder perseguido pela justiça. Conforme relatam analistas, são bloqueios “de tempo indeterminado até que renuncie Rodrigo Paz” — objetivo que transcende reivindicações econômicas. A intenção é clara: remover democraticamente eleito para recolocar esquerda no poder.
O SILÊNCIO CRIMINOSO DA ESQUERDA BRASILEIRA
Enquanto os EUA publicam comunicados condenando “ações destinadas a desestabilizar o governo democraticamente eleito de Rodrigo Paz”, enquanto Argentina (governo de Javier Milei) envia ponte aérea humanitária com alimentos, enquanto Chile, Costa Rica, Guatemala, Panamá, Paraguai e Peru emitiram declaração conjunta apoiando ordem democrática — Luiz Inácio Lula da Silva permanece silencioso. Não há declaração de Itamaraty criticando golpismo. Não há mensagem da Presidência condenando violência contra autoridade eleita. Não há solidariedade discursiva com democracia boliviana. Lula, que elegeu fazer de defesa de democracia sua marca internacional, cala quando é a esquerda que ataca democracia. Evo Morales agradece: em rede social, chamou Gustavo Petro de “defensor da soberania”, referência ao único presidente de esquerda que abriu a boca — e para aplaudir bloqueios mortais.
A CONTRADIÇÃO QUE EXPÕE O JOGO DUPLO DA ESQUERDA
Gustavo Petro, presidente colombiano e figura influente na esquerda latino-americana, definiu Rodrigo Paz como “títere de Estados Unidos e oligarcas bolivianos”. Ofereceu-se para mediar. Mas suas ações traem a narrativa: Petro saudou o levantamento popular como “resposta à arrogância geopolítica” — linguagem que romantiza bloqueios que matam civis, que causam falta de oxigênio em hospitais, que paralisa cirurgias, que condena doentes. Para a esquerda, destruição institucional é aceitável quando serve derrotar rival político. Simultaneamente, a mesma esquerda acusa direita de golpismo quando direita questiona poder judicial brasileiro ou europeu. Duplo padrão: quando esquerda ataca instituições, é “resposta popular”; quando direita questiona, é “tentativa de golpe”. A Bolívia expõe a hipocrisia.
OS NÚMEROS QUE A ESQUERDA NÃO QUER RECONHECER
Os bloqueios em 23 a 28 pontos rodoviários mantêm La Paz sitiada. Escassez de oxigênio em unidades de saúde impede cirurgias. Filas em postos de gasolina deixam população em pânico. Inflação de 14% ao ano devora salários enquanto economia paralisa. Prejuízo estimado em USD 500 milhões. Um manifestante morreu com dinamite nas mãos enfrentando segurança. Três mais foram mortos em confrontos. Dezenas de detenções sem transparência. Evo Morales, acusado de manter relação sexual com menor de idade da qual nasceu filha — crime grave tipificado como tráfico humano — continua incitando bloqueios de segurança distância de La Paz. O governo boliviano divulgou imagens de grupos camponeses armados com dinamite, munição, metralhadoras improvidas para confronto. Isto não é protesto; é insurreição organizada.
POSICIONAMENTO CLARO DOS ESTADOS UNIDOS VERSUS SILÊNCIO BRASILEIRO
O vicesecretário de Estado americano Christopher Landau afirmou estar “muito preocupado com a Bolívia” após conversa com Rodrigo Paz. Alertou sobre “golpe de Estado em marcha impulsionado por setores ligados ao crime organizado”. Os EUA reconhecem a realidade: há tentativa coordenada de derrubar governo legalmente eleito. A Oficina de Asuntos do Hemisferio Occidental publicou: “Condenamos todas as ações destinadas a desestabilizar o governo democraticamente eleito de Rodrigo Paz Pereira e o apoiamos em seus esforços para restabelecer a ordem em prol da paz, segurança e estabilidade”. Mensagem clara, sem ambiguidades. Enquanto isto, o Itamaraty brasileiro permanece mudo. Palácio do Planalto não se pronuncia. PT não comenta. É o silêncio de quem reconhece os próprios no levantamento.
OS ATORES VERDADEIROS POR TRÁS DOS BLOQUEIOS
A Central Operária Boliviana (COB), principal central sindical, convocou greve geral indefinida. Sindicatos cocaleros (produtores de coca) do bastião de Cochabamba bloqueiam estradas com físico humano oferecido por Evo. Confederação Sindical Única de Trabalhadores Camponeses, historicamente base de poder de Morales, coordena marchas. A Confederação Nacional de Mulheres “Bartolina Sisa” convocou bases para se unir a bloqueios. Organizações indígenas mobilizadas. Todo este aparato saiu das estruturas de poder que Evo construiu em 14 anos de governo — estruturas que Rodrigo Paz ameaça ao propor reformas econômicas liberais, desmonte de Estado inchado, retomada de cooperação com DEA após 18 anos de hiato, reativação de exploração de lítio com parcerias internacionais. Para esquerda boliviana, isto é traição. Não é crise econômica; é disputa por quem governa.
EVO MORALES: FUGITIVO INSTRUMENTALIZANDO MORTE
Evo Morales, foragido desde 2024 acusado de tráfico sexual de menor (crime que teria gerado filha), não compareceu a julgamento em 18 de maio conforme convocação judicial. Tribunal renovou mandado de captura. Em resposta, seus apoiadores ameaçaram “mergulhar país no caos” se Evo fosse preso. Dirigente sindical Dieter Mendoza declarou: “Haverá uma rebelião em toda a Bolívia se tocarem em Evo Morales”. Isto é blackmail institucional: mobilize morte de civis para evitar prisão por crime grave. Evo acusou Estados Unidos de coordenar “operação militar” para matá-lo ou prendi-lo — narrativa que alimenta raiva entre base, convertendo fumaça jurídica em combustível revolucionário. Quantos morreram para que Evo escape da justiça? Até o momento, quatro confirmados.
A PERGUNTA QUE A ESQUERDA BRASILEIRA NÃO RESPONDE
Se bloqueios são legítimos quando servem derrotar governo de direita, por que Lula não o diz? Por que não envia delegação ao lado de Evo? Por que não convoca governadores de esquerda para solidariedade? Porque sabe que é golpismo. Porque sabe que população boliviana legitimamente eleita presidente há seis meses merecia dez anos de governo. Porque sabe que Evo é criminoso foragido. O silêncio de Lula é confissão: esquerda latino-americana reconhece que tentativa de derrubada em Bolívia é golpe, mas estrategicamente prefere calar para evitar associação direta. É cumplicidade silenciosa com tentativa de golpe de Estado. A Bolívia aguarda resposta clara do Brasil: está do lado da democracia ou do lado de Evo Morales?

