Documentos citados em uma publicação de Paulo Figueiredo e no programa Os Pingos nos Is apontam que o Banco Master movimentou cerca de R$ 33 milhões para o escritório da advogada Dalide Corrêa. Dalide foi diretora do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes.

Segundo o material divulgado, diálogos entre executivos do banco descreviam o escritório como um possível “canal direto com o STF”. Uma auditoria interna do BRB também teria registrado que as despesas do Master com escritórios de advocacia subiram de R$ 76 milhões em 2023 para R$ 215 milhões em 2024. O mesmo documento menciona R$ 40 milhões destinados ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Os dados ampliam a pressão por transparência sobre os contratos jurídicos do Banco Master e sobre a circulação de informações entre o banco, escritórios privados e integrantes do Judiciário. A ligação de Dalide com o IDP não prova, por si só, que Gilmar Mendes tenha recebido valores ou cometido irregularidade, mas torna indispensável esclarecer a natureza dos serviços, os beneficiários dos pagamentos e o eventual acesso institucional obtido por meio desses contratos.