A Frente Parlamentar da Agropecuária anunciou na terça-feira, 6, uma caravana do setor produtivo para a campanha de Flávio Bolsonaro. O nome é Muda Brasil. Quem falou foi o presidente da bancada, o deputado Pedro Lupion, do Republicanos do Paraná, num encontro com o candidato. “Vamos organizar reuniões, encontros e a adesão do setor produtivo em cada um dos seus Estados à sua campanha”, disse Lupion, segundo o vídeo que o Correio Braziliense repercutiu. A vice-presidente da frente, a senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, confirmou que o movimento não fica só no agronegócio e inclui indústria, comércio e transportes.

O primeiro tour está previsto para seis estados: Pará, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. O foco que Lupion descreveu é o Nordeste, para reverter votos. Na terça, a largada foi anunciada para a semana seguinte, que começa na segunda, 12. Até este sábado o roteiro segue como plano, não como ato já realizado. A CNN registrou, no mesmo dia do anúncio, o argumento econômico de Lupion. Ele falou numa dívida pública de cerca de R$ 11 trilhões, em déficit primário e em juros reais acima de 20% para o produtor, e disse que esse custo trava investimento e aumenta o endividamento no campo.

Tereza Cristina disse à CNN que a federação de PP e União Brasil fechou questão em torno de Flávio e que uma reunião deveria formalizar a decisão. O apoio da frente vem na primeira semana do segundo turno, junto com adesões que já incluem Republicanos, Podemos, Novo e a própria União Progressista. A caravana é a parte de rua desse cálculo. O voto do agro, na leitura de Lupion, se decide no custo do dinheiro, e o destino escolhido para começar a conversa é o Nordeste.