APAGÃO DIGITAL NA CGU: SUMIÇO DE RELATÓRIO DO BANCO MASTER VINCULADO À ESPOSA DE MORAES GERA CRISE POLÍTICA
*Documento de autoavaliação do Pacto Brasil, que teria sido coordenado pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, desaparece dos sistemas após detecção de "perfeição inusual" e contradições de datas.*
O escândalo do Banco Master acaba de ganhar um capítulo de "mistério tecnológico" que coloca a Controladoria-Geral da União (CGU) no centro de um furacão político. No último dia 11 de março, reportagens investigativas, incluindo revelações do portal O Antagonista e canais de análise como o de Paulo Mathias, denunciaram o desaparecimento súbito de um relatório de autoavaliação do Banco Master dos sistemas oficiais da CGU. O documento é peça-chave na investigação sobre a blindagem institucional da instituição financeira, uma vez que teria sido preenchido sob a coordenação do escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
O "sumiço" ocorre justamente quando especialistas em auditoria começaram a apontar anomalias graves no conteúdo, levantando suspeitas de que o sistema de integridade do governo Lula está sendo manipulado para proteger interesses específicos.
/*A "PERFEIÇÃO" QUE LEVANTOU SUSPEITAS*
O relatório em questão faz parte do Pacto Brasil, uma iniciativa de integridade empresarial da CGU. Especialistas que tiveram acesso a dados preliminares ficaram chocados com o que encontraram: o Banco Master marcou "SIM" em 100% das respostas do formulário de compliance. Para auditores independentes, tal resultado é "estatisticamente impossível" para uma instituição que estava em fase de estruturação de processos, especialmente considerando o histórico recente de liquidação pelo Banco Central. A suspeita é de que o relatório foi preenchido de forma protocolar apenas para garantir o selo de "boa conduta", ignorando as fraudes bilionárias que agora são alvo da PF.
/*O CONTRATO DE R$ 129 MILHÕES E AS CONTRADIÇÕES*
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que recentemente quebrou o silêncio afirmando ter realizado 94 reuniões e 36 pareceres para o Master, agora enfrenta novas contradições. Investigadores apontam que as datas de prestação de serviço informadas pela banca não coincidem com o envio dos documentos ao sistema da CGU. O valor do contrato — estimado em R$ 129 milhões por três anos — é considerado "estratosférico" e sem paralelos no mercado de compliance, reforçando a tese da CPI do Crime Organizado de que os honorários poderiam estar comprando, na verdade, influência e acesso a informações privilegiadas no coração da República.
/*CPI DO CRIME ORGANIZADO E A "EPSTEINIZAÇÃO" DO CASO*
Com o sumiço do relatório, a oposição no Senado, liderada por nomes como Eduardo Girão e Marcos do Val, já articula a convocação urgente de técnicos da CGU para explicarem como um arquivo de tal importância pode desaparecer de um órgão de controle. O clima em Brasília é de "epsteinização": o temor de que qualquer autoridade que tenha mantido contato com Daniel Vorcaro torne-se "radioativa". Para o Editorial Central, este apagão de dados na CGU é o "Padrão Flávio Dino" aplicado ao mundo financeiro: na ausência de argumentos para explicar o inexplicável, apagam-se as provas.
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