SENADO SEGUE SEM COMISSÃO DE ÉTICA EM MEIO AO ESCÂNDALO DO BANCO MASTER
Ana Paula Henkel denuncia "apagão" institucional no Conselho de Ética desde 2024 e questiona retorno do controle de Alcolumbre sobre a Casa
O Senado Federal permanece sem uma Comissão de Ética instalada desde 2024, um "apagão" institucional que ocorre no momento em que o país é sacudido por revelações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A denúncia foi feita pela comentarista política Ana Paula Henkel nesta quinta-feira, 19 de março de 2026. Segundo Henkel, a ausência de um órgão fiscalizador no Senado é "difícil de explicar para qualquer pessoa" e demonstra a falta de mecanismos de autocontrole em uma das instituições mais poderosas da República.
A comentarista destacou que o Brasil vive um cenário de instabilidade institucional desde 2019, mas o atual vácuo no Conselho de Ética impede a apuração de condutas de senadores que possam estar ligados ao esquema investigado na Operação Compliance Zero. Conforme informações divulgadas por Ana Paula Henkel, o Senado parece estar sob um manto de "neblina" e "coronelismo", dificultando qualquer tentativa de renovação ou fiscalização real sobre os membros da Casa Alta.
O RETROCESSO APÓS A VOTAÇÃO DE ROGÉRIO MARINHO
Ana Paula relembrou o desempenho do senador Rogério Marinho na última eleição para a presidência do Senado, onde obteve 32 votos. Para a comentarista, embora Marinho tenha sido derrotado, aquele resultado sinalizava uma "reação e uma opção" das pessoas que desejavam sair da bolha de controle político. No entanto, Henkel lamentou que, após esse movimento de resistência, o Senado tenha retornado ao domínio de Davi Alcolumbre, a quem ela atribui a paralisia de indicações e comissões importantes.

A PARALISIA DAS INDICAÇÕES E O PAPEL DE ALCOLUMBRE
Durante o debate, que contou com a participação do advogado André Marsiglia, Henkel enfatizou como o controle da pauta no Senado foi usado para "sentar" em indicações de ministros do Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com André Mendonça. "O Alcolumbre sentou na indicação do ministro Mendonça por quantos meses?", questionou a comentarista, reforçando que essa mesma tática de obstrução parece estar sendo aplicada agora para evitar a instalação da Comissão de Ética durante o escândalo Vorcaro-Master.

A AUSÊNCIA DE UM CÓDIGO DE CONDUTA NO SENADO
A falta de um fórum para julgar quebras de decoro parlamentar torna o Senado um terreno fértil para a impunidade, segundo a análise. Ana Paula mencionou ironicamente que, na falta de uma comissão própria, a Casa poderia utilizar o "código de ética e conduta" que o próprio ministro Alexandre de Moraes teria estabelecido, referindo-se à influência do Judiciário sobre o Legislativo. Até o momento não há confirmação oficial sobre a data de instalação do Conselho de Ética para a atual legislatura.
O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
Com a pressão popular e as novas revelações da Polícia Federal sobre as comunicações de Daniel Vorcaro, a cúpula do Senado poderá ser forçada a instalar o Conselho de Ética para evitar o desgaste total da imagem da Casa. Senadores da oposição, liderados por Rogério Marinho, articulam um requerimento de urgência para que o colegiado seja composto imediatamente. No entanto, se o controle de Alcolumbre e Pacheco permanecer inalterado, as investigações internas sobre parlamentares citados no escândalo do Banco Master devem continuar paralisadas por tempo indeterminado.
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