O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou em vídeo publicado no Instagram que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prepara uma possível saída do Brasil logo após as eleições. Segundo o parlamentar, a informação circula nos bastidores e aponta que o ministro avalia deixar o país diante do cenário político que se desenha com a reta final do segundo turno.

A declaração ocorre a poucos dias da votação de 25 de outubro, em um momento em que Flávio Bolsonaro aparece à frente nas pesquisas e em que a eleição de uma bancada conservadora forte no Congresso já está consolidada. Relatórios da Reuters e de veículos brasileiros apontam que aliados do bolsonarismo se aproximam dos 54 votos necessários no Senado para abrir processo de impeachment contra Moraes, número que equivale a dois terços da Casa. Desde 2023 já foram protocolados dezenas de pedidos contra o ministro, nenhum deles pautado até agora.

Bilynskyj, delegado de polícia e presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, tem sido um dos críticos mais contundentes da atuação de Moraes. Em outras ocasiões ele já denunciou o que considera excessos do ministro em processos contra opositores e em decisões sobre o caso do Banco Master. A fala atual, no entanto, é apresentada pelo próprio deputado como hipótese de bastidor, sem prova documental ou confirmação oficial do STF.

O contexto político aumenta a pressão. Parlamentares da direita eleitos em outubro já anunciaram a intenção de avançar com o impeachment caso o cenário se confirme. O próprio Eduardo Bolsonaro afirmou publicamente que, em eventual governo de Flávio, Moraes precisaria deixar o Supremo. No entorno do ministro, segundo relatos de bastidores, existe preocupação com a possibilidade de ele sequer conseguir assumir a presidência da Corte em 2027 diante da nova correlação de forças.

Trata-se, portanto, de uma hipótese relatada por um deputado federal, sem confirmação oficial. A possibilidade de uma saída do país, se vier a se confirmar, seria o reconhecimento do isolamento político de Moraes diante de um Congresso majoritariamente à direita e da crescente pressão por responsabilização. Até o momento, o STF e o próprio ministro não se pronunciaram sobre a declaração de Bilynskyj.