EXPULSÃO DE ALDO REBELO DO DC EXPOE CRISE E TAPETÃO PARA EMBALAR JOAQUIM BARBOSA
Direção Nacional do Democracia Cristã limpa o terreno de forma unânime para lançar ex-ministro do STF à Presidência, provocando revolta e denúncias de pré-candidato rifado.
O cenário político voltado para a sucessão presidencial sofreu uma forte reviravolta de bastidores com a confirmação da expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo das fileiras do Democracia Cristã. A decisão, tomada de forma unânime pela Direção Executiva Nacional da sigla, foi homologada nesta segunda-feira, dia 25 de maio de 2026, pelo juiz eleitoral da Primeira Zona Eleitoral de São Paulo. O expurgo explícito ocorre no exato momento em que a cúpula do partido tenta viabilizar a entrada do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa na corrida ao Planalto, rifando a pré-candidatura que já havia sido acordada com Rebelo e abrindo uma crise sem precedentes na legenda.
A MANOBRA DA CÚPULA PARA AGRADAR O ATIVISMO JUDICIAL
O estopim do conflito interno se deu quando o presidente nacional do DC, João Caldas, começou a articular publicamente a filiação e o lançamento de Joaquim Barbosa como o nome oficial da legenda para a Presidência da República. Aldo Rebelo, que vinha se posicionando como o candidato natural do partido, não poupou críticas à direção e ao próprio ex-ministro do STF, apontando a falta de clareza e o sumiço do suposto presidenciável dos debates nacionais. A reação da Executiva foi abrir um processo sumário de expulsão na semana passada, alegando que os ataques de Rebelo não condiziam com os valores democratas-cristãos.
ALDO REBELO REAGE À EXPULSÃO E REAFIRMA CANDIDATURA
Em nota oficial distribuída à imprensa logo após a homologação de sua desfiliação forçada, Aldo Rebelo subiu o tom contra o que considera uma rasteira política. O ex-ministro destacou que a medida extrema tomada pelo partido não aponta qualquer fato real ou desvio de conduta que justifique o ato, tratando-se apenas de uma perseguição política para abrir espaço a um candidato fantasma. Rebelo provocou a legenda ao afirmar que ninguém sabe ao certo se Joaquim Barbosa aceitará a missão ou se sequer está no Brasil para fazer campanha, ironizando o amadorismo da cúpula partidária.
O QUE O ELEITOR CONSERVADOR PRECISA ENTENDER
O episódio dentro do Democracia Cristã acende o sinal de alerta para os defensores da verdadeira democracia e do voto popular. A tentativa de partidos nanicos de buscarem abrigo sob a sombra de ex-integrantes do Judiciário, como Joaquim Barbosa, demonstra a persistente tentativa do sistema de emplacar nomes ligados ao establishment judicial no Executivo. Enquanto a oposição conservadora consolida suas lideranças nas ruas, o centro e a esquerda fragmentada recorrem a manobras de tapetão e expulsões arbitrárias para tentar construir alternativas artificiais, ignorando a vontade de suas próprias bases partidárias.

