Na última quarta-feira, expirou o prazo constitucional para que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, promulgasse a chamada Lei da Dosimetria, após a derrubada de vetos pelo Congresso Nacional. Com a omissão do chefe do Executivo, a competência para realizar o ato solene foi transferida para o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, nos termos previstos pelo artigo 66, parágrafo 7º, da Constituição Federal. Diante deste cenário, a Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (ASFAV) lançou uma campanha pública com a hashtag #PromulgaAlcolumbre, apelando para que o senador não atrase a vigência da nova regra. O Projeto de Lei 2.162 de 2023, que deu origem à norma, estabelece critérios mais rígidos para a soma de penas em casos de crimes conexos, impedindo o que juristas críticos do STF (Supremo Tribunal Federal) chamam de condenações astronômicas. De acordo com informações da matéria, a medida tem impacto direto para as mais de 1.400 pessoas condenadas ou processadas pelos atos de janeiro de 2023, permitindo o recalculo de sentenças que, em muitos casos, ultrapassam os 15 anos de prisão por crimes sem violência direta contra pessoas. Recentemente, em 30 de abril de 2026, Alcolumbre já havia realizado manobras regimentais para fatiar a votação do veto, retirando trechos sobre progressão de regime para evitar conflitos com a Lei Antifacção. No entanto, a pressão das famílias agora foca na segurança jurídica de quem aguarda a aplicação do princípio da proporcionalidade. A resistência do governo Lula em sancionar a proposta reflete o interesse da esquerda em manter o rigor máximo das punições, enquanto a oposição e entidades de direitos humanos denunciam perseguição política. Para o cidadão conservador, a promulgação imediata por Davi Alcolumbre representa um passo essencial para frear abusos judiciais e restabelecer o equilíbrio das penas no Brasil, garantindo que a justiça não seja utilizada como instrumento de vingança ideológica contra manifestantes de direita.