Durante toda a semana, Erika Hilton (PSOL-SP) ocupou o papel de vítima. Processou o apresentador Ratinho, pediu R$ 10 milhões do SBT, acionou o Ministério das Comunicações para tirar o programa do ar e mobilizou o Ministério Público Federal. O Brasil assistiu tudo isso. Mas neste sábado, 14 de março de 2026, o script virou. O Partido Novo protocolou no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados uma representação pedindo a abertura de processo por quebra de decoro contra a própria deputada — o que pode resultar, em última instância, na cassação do seu mandato. E o documento que chegou à Mesa Diretora da Câmara não fala apenas da briga com Ratinho. Ele desenrola um histórico que a mídia progressista se recusou a contar: o de uma parlamentar que, segundo o partido, transforma o mandato em instrumento de silenciamento sistemático de quem pensa diferente.

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