7 DE SETEMBRO VIRA PALANQUE DE CONSTRANGIMENTOS EM MEIO À CRISE NO STF
Cerimônia reuniu Lula, Fachin, Alcolumbre, Hugo Motta, Andrei Rodrigues e Jorge Messias sob o impacto das revelações que aprofundaram a tensão entre autoridades.
O desfile oficial de 7 de Setembro, em Brasília, transformou-se em um “palanque de constrangimentos” diante da crise que atinge o Supremo Tribunal Federal, avaliou o colunista Josias de Souza, do UOL. A cerimônia reuniu o presidente Lula e os chefes dos Três Poderes em um momento marcado por acusações, disputas internas e questionamentos envolvendo integrantes do STF, da Polícia Federal e do governo.
O presidente do STF, Edson Fachin, compareceu como representante da Corte, enquanto Alexandre de Moraes e André Mendonça ficaram fora da solenidade. No mesmo palanque estavam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo a análise exibida pelo UOL News, o distanciamento entre algumas dessas autoridades tornou visível o desconforto provocado pelos últimos acontecimentos.
Andrei Rodrigues e Jorge Messias, citados em episódios ligados ao relatório da Polícia Federal usado no embate entre Moraes e Mendonça, não se cumprimentaram durante a cerimônia, conforme registro da Folha de S.Paulo. Alcolumbre também chegou ao evento sob pressão política após ter seu nome associado às novas revelações do caso Master. Assim, uma solenidade organizada para transmitir união institucional acabou expondo o ambiente de desconfiança existente entre autoridades do Judiciário, do Executivo e do Congresso.

