O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, visitou neste sábado, dia 2 de maio, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que cumpre pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, em Brasília.

ENCONTRO E CONTEXTO POLÍTICO
O parlamentar utilizou suas redes sociais para relatar o encontro com Torres, a quem definiu como amigo pessoal e vítima da perseguição política em curso desde os atos de 8 de janeiro de 2023. A visita ocorreu em uma data simbólica, coincidindo com o aniversário da esposa do ex-ministro, Flávia.

DEFESA DA ANISTIA TOTAL
Durante a conversa, os dois trataram de temas como segurança pública e a situação jurídica dos condenados. Flávio Bolsonaro reiterou seu compromisso em atuar legislativamente pela aprovação de uma anistia total, visando reparar o que classificou como uma farsa judicial montada sob a acusação de tentativa de golpe de Estado.

SITUAÇÃO DO EX-MINISTRO
Anderson Torres, que também é delegado da Polícia Federal, encontra-se detido desde novembro de 2025 para o cumprimento de uma sentença de 24 anos de reclusão em regime inicial fechado. A condenação foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, após o trânsito em julgado da ação penal.

REAÇÕES E APOIO INSTITUCIONAL
O movimento de Flávio Bolsonaro é visto como um gesto de coesão dentro do campo conservador e de resistência às decisões do Judiciário que levaram diversos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão. O senador afirmou que a família enfrenta profunda tristeza com as visitas ao Batalhão, que é destinado à custódia de policiais.

FUTURO DAS INVESTIGAÇÕES
Além do caso central dos atos de 8 de janeiro, Torres ainda é alvo de investigações complementares conduzidas pela Polícia Federal, incluindo denúncias sobre a manutenção de animais silvestres. O quadro jurídico do ex-ministro permanece sendo monitorado de perto por parlamentares de oposição que questionam a proporcionalidade das penas aplicadas.

A QUESTÃO DA JUSTIÇA
A insistência do senador na pauta da anistia coloca o tema novamente no centro do debate político nacional para o pleito de 2026. Resta saber se a pressão parlamentar terá fôlego institucional para reverter as condenações impostas pelo STF ou se o cenário de tensão política se manterá inalterado até as eleições.